Com a bola toda? Airbnb quer abrir capital em seu próprio tempo

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O Airbnb, famosa empresa de compartilhamento de casas, não anda muito a fim de abrir capital público. Mas será que a empresa está com essa bola toda?

Abrir capital público significa aumentar a liquidez da empresa, possibilitando altos investimentos que consolidam a posição de uma empresa no global, mas o CEO da Airbnb não gosta muito da ideia.

A verdade é que eles estão muito bem financeiramente, apenas com investidores já foi levantado mais de USD 4,4 bilhões, seu valor de mercado foi avaliado em USD 31 bilhões e levantou meio bilhão em sua última rodada de investimentos, a qual rolou em 2017. Além disso, a empresa é lucrativa, alcançando quase USD 100 milhões de lucro ano passado, com receita de USD 2,6 bilhões.

São números muito altos, principalmente para uma empresa fundada em 2008.

Um fator influenciador é que ele não quer perder o total controle da sua empresa, tornar a empresa pública a obrigaria a ter políticas de governanças voltadas aos novos acionistas. O que ocasionou todos os 3 fundadores venderem USD 350 milhões em ações para acionistas particulares, driblando a forte marcação até do seu ex CFO sem abrir mão de nada.

Bola murcha

Contudo a decisão de não abrir capital, pode ser muito cara para vários dos seus funcionários, os quais tem participação acionária na empresa e que querem vender suas ações para gerar dinheiro. Atualmente, muitos funcionários já estão há tanto tempo na empresa que suas ações expiram em 2020. Ao menos a Airbnb dignou-se a oferecer dinheiro em troca de ações aos funcionários que querem liquidez rapidamente.

Diante disso, Brian Chesky sentiu-se obrigado a tornar a empresa pública, e rendendo-se à pressão geral, anunciou abertura de capital até junho de 2019, mas deixou claro que não estava na vibe para realizar isso, agitando ainda mais o corações dos funcionários.

Chance perdida para o CEO Brian Chesky, que poderia ter guiado a situação de forma muito diferente (já que era um problema incontornável) e com menos danos a sua imagem e a da empresa. Afinal, com a maior liquidez a empresa poderia ter projetado um plano de expansão mais agressivo, driblando de vez o setor hoteleiro que tanto luta contra a empresa, e esses danos são incalculáveis.

Lucas Teles

Lucas Teles

Diretor de Inovação na CRIARH Consultoria e apaixonado pela transformação que a criatividade realiza na mentalidade de pessoas e negócios.

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