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Como se beneficiar de um turnaround

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Imagem: Endeavor


“Como levar as pessoas a embarcar num processo de mudança? Comece mostrando a realidade…” [Jack Welch – Trecho de “A Master Class in Radical Change”.

A recente crise econômica nacional gerou (e ainda gera) muitos desafios aos empresários brasileiros. Apesar de tímidas melhoras nos índices econômicos como menos inflação e queda maior dos juros, a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) tem oscilado e preocupa boa parte do empresariado. E o que observamos é assustador: empreendedores esmagados pela crise econômica que deteriorou a atividade industrial, o consumo interno, a competitividade nacional no exterior e, principalmente, a confiança, essa “brisa passageira” que requer, dentre outras, estabilidade política. Com o cenário político no País demonstrando sinais nebulosos, já se calcula o impacto na economia do Brasil ao longo dos anos.

Peço que você pense na seguinte situação: Um frigorífico que fatura 200 mil dólares por dia, 50 milhões de dólares por ano, com alto custo operacional e pequena margem de lucro e problema de fluxo de caixa. Seus ativos somam menos de 1 milhão de dólares, mais 4 milhões de dólares em recebíveis (sendo 1 milhão já vencido), ou seja, um total de 4 a 5 milhões de dólares. Seus passivos referem-se a 3,5 milhões de dólares de um empréstimo mais 2 milhões em dívidas aos fornecedores (aproximadamente 5,5 milhões), isto é, altamente endividada. Nesse ritmo, após 75 anos de funcionamento, ela poderia fechar em duas semanas. Será que é possível? Há uma luz no fim do túnel?

Há 75 anos dois amigos fundaram aquele que seria um dos maiores frigoríficos de Nova York.  Muitos anos depois, os seus filhos assumem os negócios e multiplicam o faturamento anual de 4 milhões para 50 milhões de dólares anuais. Apesar disso, a empresa luta para gerar lucro, pois o mercado de carne é muito competitivo e a margem de lucro é pequena.

Com um déficit cada vez maior, o ponta pé inicial foi dado pelo empresário e multimilionário Marcus Lemonis, do programa de TV O Sócio. A solução encontrada por ele foi o Turnaround, algo que as empresas em crise buscam alternativas para driblar a adversidade e fazer com que os negócios voltem a crescer, mesmo num cenário econômico instável.

O Turnaround é uma expressão em inglês e que pode ser traduzida como “dar a volta” ou “virar o jogo”. É uma metodologia administrativa que propõe uma mudança radical em um negócio para que ele possa atingir patamares mais altos no mercado, sobretudo em momentos de crise financeira. Ela basicamente implementa uma reestruturação profunda e sem limites, desde o jurídico até o de recursos humanos, alterando, até mesmo a missão, valores, produtos e serviços oferecidos.

Pontos críticos mais comuns nas empresas:

  • Aumento desproporcional de custos;
  • Decréscimo sucessivo nos resultados financeiros e contábeis (redução de lucro, queda nas vendas, redução da rentabilidade, variação anormais de ações, etc.)
  • Perda de clientes (crescimento nas taxas de churn);
  • Aumento no nível de endividamento;
  • Elevadas taxas de turnover e absenteísmo.

Foi exatamente isso que Marcus Lemonis fez no frigorífico. Iniciou o processo de cobrança dos recebíveis, aprimorou a eficiência operacional (sem gastos supérfluos), examinou as contas para cortar gastos, mudou a estratégia de marketing, reorganizou a operação (diminuindo o custo de aluguel e energia), redistribuiu funções e cargos.

Após uma análise mais detalhada, verificou-se que o frigorífico em questão estava numa situação pior do que aquela já mencionava. O as dívidas eram bem maiores, e a falência estava cada vez mais próximo. Com a adoção do Turnaround, a luz surgiu no fim do túnel, mas para isso, algumas medidas chaves foram tomadas:

  1. Definição de quais agentes irão conduzir o processo de reestruturação empresarial;
  2. Diagnóstico;
  3. Engajamento da alta direção;
  4. Trabalho Ideológico;
  5. Implementação

O processo de turnaround pode ajudar empresa em momentos de crise não apenas porque ajuda a conter prejuízos e repensar os recursos. Ele também gera mais robustez, confiança, assertividade e competitividade para o negócio em um ambiente considerado pouco favorável. É como disse o executivo Jack Welch, as pessoas só embarcam na mudança se conhecem a realidade, e se ela não é mostrada, mais difícil será para agregar novos valores, cobrar engajamento, capacidade de análise. Vamos (re)pensar?

Fontes

https://www.innovia.com.br/blog/business/processo-de-turnaround/

https://www.innovia.com.br/blog/planejamento-e-estrategia/turnaround-o-que-e-e-como-fazer-na-minha-empresa/

http://www.blbbrasil.com.br/artigos/turnaround-management-pode-resgatar-sua-empresa/

http://www.administradores.com.br/artigos/negocios/o-que-e-turnaround/79272/

https://endeavor.org.br/turnaround/

Igor Alves

Igor Alves

Licenciado em Ciências Biológicas (UFPE), técnico profissional em Gestão, atendimento e serviços (ESPRO), Auxiliar de orientação do Método Kumon.

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