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O poder da comunicação eficiente na sua vida

O poder da comunicação eficiente na sua vida

No desvio de algum rincão do universo inundado pelo fogo de inumeráveis sistemas solares, houve uma vez um planeta no qual os animais inteligentes inventaram o conhecimento. Este foi o minuto mais soberbo e mais mentiroso da história universal, mas foi apenas um minuto. Depois de alguns suspiros da natureza, o planeta congelou-se e os animais inteligentes tiveram de morrer. ~ Friedrich Nietzsche, 1873.

 

Esta “fábula” criada por Nietzsche ilustra muito bem o propósito deste artigo. Longe de querer ensinar pais, professores, palestrantes, gestores, empresários e educadores em geral sobre a maneira correta de utilizar a apresentação, o maior valor percebido nas linhas que se seguem está nos esclarecimentos sobre o que a Programação Neurolinguística e a Hipnose têm a contribuir sobre o tema.

O que um advogado, Practitioner em PNL, consultor e Hipnoterapeuta pode contribuir neste sentido é trazendo informações que ajudem a compreender o impacto, a importância e os conceitos importantes do uso da linguagem e seus efeitos no inconsciente dos comunicadores e receptores. O interessante é observar que o âmbito da oratória e da comunicação em massa passa a ser visto não apenas aquilo que se vê em de técnicas, boas práticas e uso de ferramentas em apresentação, mas vai além. A proposta aqui é desafio em ir mais fundo, para exponencializar a comunicação, perceber o impacto e a transformação que o uso das palavras pode gerar na vida das pessoas.

A capacidade e a possibilidade não apenas de se comunicar com eficiência, mas de encantar, envolver e transformar. Neste sentido, a provocação feita por Nietzsche sobre o conhecimento verdadeiro ilustra bem que em matéria de comunicação não existe uma fórmula ou um caminho certo a ser percorrido. Ao fim e ao cabo é tudo questão de escolhas e o conhecimento aqui compartilhado traz sugestões, perguntas e provocações que foram feitas não com o objetivo de ditar caminhos e respostas, mas para que se aumentem as perguntas.

Este artigo analisa o atributo humano da comunicação, esta capacidade que apesar de não ser exclusivamente humana, tão somente nesta espécie que vêm se tornando cada vez mais rica, sofisticada, plurissignificativa e encantadora com o evoluir da humanidade pelo tempo. A tal ponto de fazer com que a própria comunicação enquanto ferramenta seja, ela mesma, objeto de estudos psicológicos, filosóficos, políticos, neurológicos, comerciais, etc. Pessoas passam a vida estudando comunicação, o mercado global sobrevive do poder da comunicação e, diga-se de passagem, a própria espécie humana se perpetua neste espaço de convívio mútuo onde se desenvolve a comunicação.

Sobressai na presente reflexão aquilo que Aristóteles chamava de “animal político”, esta premissa de que o homem está aqui para criar vínculos com as pessoas. Este “bicho homem” foi concebido para se conectar com outros e este contato é o que dá propósito e sentido à vida, e, sem ele, existe sofrimento. Logo, saber melhor como a comunicação funciona é uma questão essencial.

A priori, é imprescindível ter por entendimento é que a responsabilidade da comunicação eficiente pertence ao comunicador. Pouco importa se você é um pai, uma mãe, um professor, um gestor, um advogado, um executivo, um líder, um palestrante, instrutor; de qualquer forma, se em algum momento da sua vida você teve a missão de ensinar a uma outra pessoa alguma coisa, você é o maior interessado em ter acesso às técnicas da Programação Neurolinguística, Hipnose, Storytelling, metáforas e quaisquer outras ferramentas que exponencializam a capacidade comunicativa.

A comunicação é a habilidade mais forte de líderes influentes e pessoas de sucesso, certas ferramentas funcionam perfeitamente em qualquer ambiente e a boa comunicação de ideias é a chave para o sucesso na era da conexão digital. O desenvolvimento profissional depende da capacidade de expor com clareza, lógica e persuasão de ideias. Um pensamento adequadamente comunicado é capaz de transformar o mundo; um pensamento sem comunicação é perdido.

Logo, uma trajetória de sucesso perpassa pelo caminho de desenvolver ferramentas para melhorar a comunicação verbal e a comunicação não-verbal; aprender técnicas de didática para a preparação e a apresentação; exercitar técnicas de desinibição e de expressão corporal; trabalhar o medo e a inibição de falar em público; utilizar técnicas e conhecimentos sobre comportamento humano; investir em autoconhecimento e inteligência emocional; cultivar a autenticidade e criatividade.

E como colocar esta estratégia em prática? Dividir a preparação do comunicador na parte técnica e na parte emocional. Na parte técnica, vem tudo relacionado à preparação do tema, objetivo, resultado esperado, estudo do público-alvo, busca de informações contextuais, abordagem do tema principal, comunicação vocal, entre outros. Boa parte dos comunicadores e cursos de oratória/apresentação vão até aí. Na parte emocional existe um viés terapêutico de inteligência emocional aplicada à comunicação, pois, ao saber que o inconsciente influencia de forma imperceptível muitas das decisões tidas como racionais, a possibilidade de utilizar ele a seu favor é uma excelente oportunidade de ter um grande aliado.

Na preparação emocional transparece a chance de resgatar a si mesmo, rever a vida em cada um dos níveis, considerar os ambientes perante os quais você reage, os comportamentos que reproduz, as capacidades que dão rumo de ida, as crenças que motivam e as que bloqueiam/limitam, observando quem/o quê mais está envolvido em sua história de vida.

É bastante significativo compreender que a sociedade contemporânea é formatada sob os conceitos de rede, networking, conexões, ao passo que antigamente, falava-se em laços humanos, comunidades e grupos sociais. O sociólogo polonês Zigmunt Bauman é uma das principais mentes pensantes da sociedade contemporânea e traz esta reflexão sobre os laços humanos; as coisas e as relações não são mais feitas para durar, numa constante buscar pela liberdade (individualização) o indivíduo abre mão da vida social estável. O agente que atua neste cenário é o homem sem vínculos, livre de compromissos, e a linguagem se estabelece dentro dessa liquidez/fragilidade dos laços, por isto mesmo que o desafio é ainda maior.

A abertura de filtro aqui realizada propõe ir na contramão deste processo, para que não apenas possamos nos comunicar, mas também encantar! E para tornar possível esta tarefa, apostar no desenvolvimento de uma relação de confiança, um espaço mútuo de sintonia entre público e orador é a grande chave.  Em sua face realista, o conhecimento sobre si mesmo enquanto um ser psicossocial geográfico, inserido no mundo, um ser completo que está pronto para tecer relações afetivas com as pessoas, faz cada vez mais sentido.

A provocação que o presente texto faz é no sentido de trazer à consciência do leitor o “call to action”. É possível se lançar no mundo das apresentações treinando e cuidando apenas da parte racional, ao usar técnicas e boas práticas sobre montar uma palestra, uso de slides, ferramentas para manter atenção do público, filmes, música, etc, ou fazer tudo isto e preparar-se também emocionalmente.

Estudos da neurociência mostram que o poder/influência do inconsciente é muito maior do que sempre se achou que fosse. Aproximadamente 90% dos processos mentais nem sequer chegam a nível da consciência, isso porque os impulsos e motivos de base biológica além do controle de processos fisiológicos do corpo, como respiração e batimento cardíaco, mas também a outras atividades, como o processamento de imagens, armazenamento de memórias, impulsos, medos, racalcamentos, fantasias, etc, são tarefas dada ao inconsciente.

Criar circunstâncias dentro do seu próprio inconsciente para utilizar melhor a capacidade cerebral no exercício da comunicação é expressão de alta performance humana. Segundo estudos realizados por Albert Mehrabian em 1967, a comunicação escrita e o significado das palavras importa em apenas 7% da capacidade de comunicação enquanto que os componentes vocal e facial, representam, juntos, os outros 93%, seguindo a regra 38-55. Assim, 38% correspondem à fala, à voz (entonação, ritmo, variações, divisão) e os 55% a linguagem corporal. Estes 93% da comunicação é entendida e processada pelo inconsciente, portanto, entender e utilizar com consciência padrão de linguagem hipnótica é importante para saber se comunicar direto com o inconsciente.

É possível projetar no inconsciente o que quiser ou criar circunstâncias que permitam o desenvolvimento de acordo com sua própria vivência e escolhas. Enquanto facilitador deste curso, o que os conhecimentos e aprendizados que serão passados podem dar não passam de sugestões de um caminho sem volta de autoconhecimento e evolução a ser seguido. Ter a coragem de percorrê-lo é uma questão de escolha e esta escolha cabe a você, caro leitor.

Rennan Brayner

Rennan Brayner

Bacharel em Direito pela Faculdade Damas da Instrução Cristã, recebeu a láurea acadêmica do curso de Direito 2016.2. Fez formação Practitioner em Programação Neurolinguística pelo INEXH, instituto onde estudou Negociação e Vendas com PNL, Técnicas de Apresentação e Oratória com PNL e Desenvolvimento Emocional e Liderança. Advogado Corporativo e Consultor Executivo Associado à Associação Brasileira de Consultores Empresariais. Estudou Gestão de Projetos no PMI e Direito Empresarial na Universidade de Coimbra, Portugal.

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