Pirâmide de Aprendizagem: Verdades e Mitos

A Pirâmide de Aprendizagem foi criada por William Glasser para explicar o aprendizado humano. Você pode utilizá-la para aprender melhor.
Tabela de conteúdo

Você já se perguntou por que algumas pessoas aprendem melhor cantando, outras através de atividades práticas ou lendo e escrevendo resumos?

Não há regra para o aprendizado, mas o conceito da pirâmide de aprendizagem mostra que quanto mais diverso as formas que o conteúdo é absorvido, melhor é a fixação do assunto na mente.

O conceito surgiu com o psiquiatra norte-americano William Glasser, que estudava a relação entre o comportamento humano e a educação. A teoria desenvolvida pelo pesquisador tinha como princípio identificar como o cérebro age para reter um conteúdo aprendido.

Assim, ele divide a pirâmide de aprendizagem em sete níveis distintos:

  1. Quando lemos algo;
  2. Quando escutamos algo;
  3. Ao observar as coisas;
  4. Quando vemos e ouvimos ao mesmo tempo;
  5. Ao discutir/debater o assunto com outras pessoas;
  6. Quando praticamos a atividade;
  7. Ao ensinarmos o conteúdo para outras pessoas.

Cada um deles com atividades que facilitam a retenção desse conteúdo na mente do aluno. Ele defende que a assimilação pode ser ainda melhor quando o conteúdo é interativo e com fins práticos.

Pirâmide de Aprendizagem: o que é, para que serve e como funciona

Pirâmide de Aprendizagem

A teoria da pirâmide de aprendizagem expõe uma nova forma, ainda mais eficaz, de aprender. O que deixa para trás, de vez, o modelo expositivo que estamos acostumados a ver nas salas de aula.

Você deve se lembrar de como era estudar na sua época de colégio. Quando você chegava à sala de aula, escolhia o seu lugar e passava horas ouvindo o professor dialogar sobre o conteúdo que iria cair na prova.

Por vezes, ao fim da aula, nem mesmo o assunto que estava sendo estudado você lembrava. Isso porque você escutava o assunto de maneira passiva, um monólogo sem fim. O modelo de Glasser, por sua vez, é trazido como uma metodologia de aprendizado alternativo.

Segundo a teoria da pirâmide de aprendizagem, escutar alguém explicar o assunto contribui apenas em 20% a fixação desse aprendizado. No caso da leitura, apenas 10%.

Já no outro extremo da pirâmide, conversar ou debater o assunto eleva para 70% a retenção do conteúdo na mente. O mesmo acontece quando você decide escrever e realizar atividades práticas, sobe para 80%.

O topo do aprendizado, acontece quando você repassa o conteúdo, ou seja, ensina à outra pessoa.

No mundo de hoje, é essencial aprender cada mais mais rápido e melhor. Por isso muitas empresas fazem experimentos, formas rápidas e baratas de aprender algo novo, característica essencial para empresas que querem inovar mais.

A verdade é que cada indivíduo tem uma forma de aprender, uma maneira de se adaptar melhor ao conteúdo estudado. E, segundo o conceito da pirâmide de aprendizagem, quanto mais associações são feitas em relação a um só conteúdo, melhor é a retenção na mente do indivíduo.

Mas, enquanto uns defendem a teoria, outros a questionam. Principalmente, em relação aos números de aprendizado revelados.

O maior erro da pirâmide de aprendizagem é atribuir porcentagens de eficiência às atividades realizadas. Isso porque muitos estudiosos questionam não poderem testar o método que teria gerado esses números.

Da forma como é exposta, a pirâmide apresenta uma divisão rígida. Algo que não deveria existir no aprendizado. Afinal, as formas de aprendizado são diversas e muitas vezes podem se mesclar. Não há regra sobre quais atividades e quais maneiras de estudar entram em cada nível da pirâmide.

Apesar de todas as críticas, no entanto, uma afirmação é certa: quanto mais nos relacionamos com um conteúdo, mais aprendemos sobre ele, mais facilidade o cérebro tem de reter o conteúdo.

Quem foi William Glasser, o criador da pirâmide de aprendizagem?

A Pirâmide de Aprendizagem, também chamada de Pirâmide de William Glasser, é um conceito que surgiu em decorrência aos estudos do psiquiatra que deu o nome à teoria.

William Glasser nasceu em Ohio, nos Estados Unidos, e dedicou a vida aos estudos e pesquisas na área da educação, direcionando suas pesquisas, principalmente, para o que relacionava comportamento social e aprendizagem.

Entre os seus principais estudos publicados está a Teoria da Escolha, uma pesquisa que tem como tese a ideia de que ninguém é totalmente desmotivado. Ao contrário, todos gostam de aprender. Porém, precisa ser despertado o interesse pelo estudo.

As 5 necessidades básicas para despertar o interesse pelo aprendizado:

  1. Sobrevivência
  2. Pertencimento ao grupo
  3. Liberdade
  4. Poder
  5. Diversão

Segundo o estudioso, é inerente ao ser humano a vontade de se sentir útil, de se sentir pertencente a um local ou um grupo, sendo esse sentimento o mais importante de todos para despertar o interesse pelo aprendizado.

Por isso, ele também defende que a busca por conhecimento pode ser muito bem encontrada fora das salas de aula. A vida prática também ensina.

Foi através desse pensamento que o psiquiatra começou a desenvolver a teoria da Pirâmide de Aprendizagem.

Quais são os contrapontos à pirâmide de aprendizagem?

Algumas teorias se opõem à pirâmide de aprendizagem. Uma delas é escrita pelos professores Fábio Luiz da Silva e Fabiane Tais Muzardo, reproduzida no artigo “Pirâmides e cones de aprendizagem: da abstração à hierarquização de estratégias de aprendizagem”.

Segundo os autores, a teoria da pirâmide de aprendizagem foi bastante atribuída a William Glasser e também tem a influência de outra teoria em sua análise, a do “cone de aprendizagem”, de Edgar Dale.

No entanto, nenhum dos dois estudiosos teria criado uma hierarquia de estratégias mais eficientes. Muito menos associaram as estratégias a porcentagens de sucesso.

De acordo com Silva e Muzardo, em algum momento da história a associação foi feita e transformou a pirâmide de aprendizagem para o formato que vemos hoje. Em sua origem, acreditam eles que a pirâmide era mais simples.

Outra teoria que refuta à pirâmide de aprendizagem é a da articulista da editoria de Educação do jornal norte-americano The Washington Post, Valerie Strauss. Segundo ela, a hierarquia das atividades devem ser revistas, pois muitas variáveis podem afetar a assimilação de um conteúdo.

De acordo com a estudiosa, definir um método eficaz para o aprendizado é uma abordagem bastante individual, já que o aprendizado varia de pessoa para pessoa. Além de que ainda existe a variante de que, se um indivíduo já tem conhecimento do conteúdo, mais fácil é a absorção de novas informações sobre o mesmo assunto.

O que extrair de positivo da pirâmide de aprendizagem?

Apesar de todos os percalços que a pirâmide de aprendizagem possa ter, uma coisa é consenso entre os estudiosos: quanto mais se discute um conteúdo, independente da forma como é exposto o assunto, mais fixo fica o aprendizado na mente de um indivíduo.

O aprendizado está baseado em três pilares:

  1. Protagonismo do estudante na busca pelo conhecimento;
  2. Na construção de novos conhecimentos a partir de experiências pessoais;
  3. Nos métodos utilizados para a assimilação do conteúdo de maneira significativa.

Há pessoas que desenvolvem um método de memorização mais visual, outras são mais auditivas. Cada um utiliza elementos diferentes para fixar o aprendizado, pois aprender é uma tarefa altamente subjetiva, particular e individual.

Aulas, leituras, conteúdos audiovisuais, atividades práticas, discussões em grupo e método de ensinar. Todas essas são formas válidas e eficazes.

A pirâmide de aprendizagem se baseia corretamente nessas esferas para demonstrar as formas como o indivíduo pode reter conhecimento de maneira mais definitiva. Seu equívoco é tentar medir as forças entre os tipos de aprendizado.

O conceito de Metodologia Ativa baseado na pirâmide de aprendizagem:

A metodologia ativa e a pirâmide de aprendizagem são dois conceitos que se complementam e se reforçam. É através da metodologia ativa que o estudante consegue desenvolver melhor as suas habilidades e aprendizados.

Levando em consideração o método, estudantes passam a participar mais de processos, e se inserem de maneira mais eficaz dentro do aprendizado; chegando às camadas mais profundas da pirâmide de aprendizagem.

Atividades práticas, aulas mais expositivas e discursivas e atividades em grupo são algumas formas de iniciar esse processo de metodologia ativa nas áreas de ensino.

Quando o aluno sente pertencer ao momento da aula e submerge no conhecimento em busca de respostas, mais seu interesse aumenta. Isso contribui para que haja maior motivação, melhor engajamento nas atividades e melhores habilidades para resolução de problemas.

A teoria da pirâmide de aprendizagem não só estimulou o desenvolvimento de novas pesquisas na área do ensino, como também aprimorou o conhecimento das metodologias ativas nas instituições de ensino.

Hoje já se sabe: aprender não é só ler e ouvir explicações, também é praticar aquele conhecimento adquirido e realizar atividades para que haja fixação do conteúdo.

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Artigo por

Lucas Teles
Lucas é o Head de Inovação da CRIARH. Mas mais importante, ele é o maior apaixonado pela empresa.

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