Práticas
// Escrito por Lucas Teles

Inovação: O último guia que você vai precisar

Guia Inovação

Um homem está sozinho em uma floresta. Está chovendo e faz bastante frio. Ele está buscando alguma fruta para alimentar seus dois filhos, que estão com fome em um lugar seguro.

Ao procurar avidamente em um arbusto, ele chama a atenção de um predador. Um grande urso o vê e corre em sua direção.

O homem fica desesperado. Ele busca formas de se safar dessa, subir em árvores não adianta, ursos também escalam muito bem. Não adianta ganhar na corrida, afinal, ursos são mais rápidos.

O urso se aproxima. O homem está desesperado procurando uma forma de se defender, mas não encontra nada! Seria esse seus últimos momentos?

Ele enxerga um brilho, e sem esperanças, decide que correr em direção a ele é sua única chance.

Ao se aproximar, ele vê algo nunca antes visto. Uma árvore com energia irradiante, até reconfortante naquele dia chuvoso e frio.

Mas o urso já está perto demais, o brilho é inútil. O homem não encontrou forma nenhuma de se defender. Apesar de se esconder atrás da árvore estranha, é o fim da linha.

O urso chega muito perto, um ou dois metros de distância e para, ruge de raiva, se vira, e vai embora.

O homem concluí que foi por conta da energia estranha e reconfortante da árvore. Pega um galho com a energia, outros galhos secos, e parte para a caverna mais próxima para reconfortar seus dois filhos famintos.

Naquela noite seu objetivo foi um fracasso, mas terão outras oportunidades. Ele aprendeu algo muito mais importante para sua vida, como usar e manipular o fogo.

9.000 anos atrás, o fogo não foi uma inovação, pois é natural. Ele foi uma descoberta. Contudo, criar palitos de fósforos, tochas, fogões, fornos e todas as outras formas criadas por humanos para manipular o fogo, são inovações.

Na mitologia grega, o fogo simboliza a libertação humana das tiranias do destino. Seu uso é a evolução de um estado primitivo para uma era de conhecimento.

E com toda inovação é assim, ela liberta e mostra novos caminhos para trilhar e evoluir em sociedade. A busca é para encontrar coisas que façam a vida mais fácil, e consequentemente, feliz.

Aprender a criar e manipular o fogo de forma não natural foi, possivelmente, a primeira inovação humana, e é absolutamente indispensável até hoje.

Para aprender a “criar e manipular” essas ideias inovadoras, líderes e colaboradores precisam estar atentos ao futuro e buscar novas formas de repensar seus trabalhos, relações e propósito.

Inovação não é algo “bom de se ter”, mas algo obrigatório para quem quer evoluir. E se sua empresa quer prosperar no cenário competitivo atual, deve buscar inovar.

Através deste guia você irá aprender o que é inovação, como utilizá-la, seus diferentes tipos e porque ela é importante. Você não será mais um líder, mas O Líder Inovador capaz de criar uma cultura de inovação sólida através dos anos.

Qual é o conceito de inovação?

A capacidade de uma pessoa de gerar ideias inovadoras não é apenas uma função da mente, mas também uma função de comportamentos.

É uma boa notícia para nós, pois significa que se mudarmos nossos comportamentos, podemos melhorar nosso impacto inovativo.

A inovação é fazer as coisas de uma nova maneira de, e pode ser definida como a concretização de ideias originais (incrementais, evolutivas ou radicais) e de valor, no mercado (métricas).

É essencial entender que a inovação é o resultado final do processo criativo. Engraçado né? Geralmente “minimizamos” a importância da criatividade para focar apenas nos resultados, mas os resultados (inovações) nascem a partir dela.

Isso porque a própria definição de criatividade é completar à definição de inovação. Criatividade é o processo de criar ideias originais e de valor.

No fim das contas, inovação é a ideia criativa que foi implementada com sucesso no mercado de trabalho, entendeu?

Inovação ou Invenção?

Uma confusão constante na inovação é: o que é inovar e o que é inventar?

Fique tranquilo que é fácil de diferenciar.

Eu te disse antes que a inovação é uma nova maneira de fazer as coisas, e pode ser definida como a concretização de ideias originais (incrementais, evolutivas ou radicais) e de valor, no mercado (métricas). Certo?

A invenção, por outro lado, é a criação de algo que é completamente novo, sem necessariamente concretizar ela no mercado. Ou seja, a invenção é um passo antes da inovação.

Sem invenções, por menores que sejam, não há inovação. Por isso grandes inovadoras como a IBM são recordistas em invenções e usam suas patentes como métrica para isso.

Portanto, se você quer levar sua empresa para outro nível de inovação, certifique-se de inventar algo antes!

Características de uma ideia inovadora

O que compõe o ser humano? Digo, o que faz a gente ser humano?

Uma série de características interligadas. A fala, postura, cérebro, o corpo no geral, mas também ferramentas que somos capazes de usar e comportamentos.

Mas o que compõe uma inovação?

Também é uma série de características. O processo inovativo ideal desenvolve soluções desejáveis, práticas e viáveis.

Características da Inovação
A intersecção da desejabilidade, viabilidade e praticidade são soluções inovadoras.

Esse conceito foi apresentado pela IDEO e é muito utilizado em processos criativos e inovativos mais recentes, como o Design Thinking.

E se você não tem alguma dessas características em sua solução, seguir com ela é muito mais difícil e arriscado. Entenda como funcionam essas características para inovar melhor.

Soluções desejáveis

Uma solução que seu cliente realmente precisa.

Uma pergunta que você pode fazer é: Qual atividade eu ajudo meu cliente a fazer? O que significa pra eles ter essa tarefa feita?

Entender a importância do que você faz para ele coloca você nos sapatos do seu cliente. Assim, você pode criar soluções que são empáticas e necessárias para o mercado.

Caso contrário, é melhor repensar sua solução pode colocá-lo em um caminho melhor.

De forma simples, a desejabilidade da sua ideia é um teste para saber se você está resolvendo o problema correto do seu cliente.

Soluções viáveis

Uma solução com um modelo econômico viável.

Para muitos negócios essa característica é a mais difícil de ser testada, mas com certeza não deve ser ignorada.

Uma pergunta crucial é: O seu modelo de negócios se adequa à forma que seus clientes querem usar e pagar pela sua solução? Como deve ser sua estrutura de custos para o negócio ser viável?

É nesse ponto onde há a maior quantidade de erros em startups e empresas, se errar aqui, sua ideia morrerá mesmo com investimentos milionários.

Soluções práticas

Uma solução possível de ser executada por você e seus stakeholders.

É um olhar interno para saber seus pontos fortes – tecnologia, finanças, marketing, produto, atendimento, etc. e pensar como utilizá-los para tornar a ideia competitiva.

Se a sua solução exige capacidades e parceiros completamente novos, talvez você deva repensá-la, por conta da grande quantidade de recursos necessários.

A praticidade testa se a sua inovação fortalece o seu negócio. Por conta dela que “copiar” uma ideia muitas vezes é inviável, porque não há operações fortes o suficientes disponíveis para você.

Mitos da inovação

Inovação não se aprende

Mas é muito difícil aprender a inovar, certo? Errado.

Na escola aprendemos que matemática é importante, mas muitas pessoas tem uma alta dificuldade com ela, mesmo assim, aprendemos, porque ela é importante.

Sabe o motivo de muitas pessoas terem dificuldade com a matemática?

Porque 80% da capacidade lógico dedutiva humana é inata. Então temos apenas 20% de espaço para crescimento e ser guiados pela lógica.

Mas com a inovação não é assim, ela é mais acessível para todos. O ser humano tem 30% da sua capacidade inovativa inata, então temos muito mais espaço para crescimento.

Se você conseguiu aprender matemática (mesmo que na força do ódio), você vai aprender a inovar muito mais facilmente.

Inovação = tecnologia

E fique tranquilo pois a inovação não é necessariamente algo tecnológico, digno de um filme do homem de ferro ou dos Jetsons, não é assim que funciona.

Você pode ter percebido que a sua própria definição não fala nada sobre tecnologia. Isso acontece porque existem várias formas de gerar valor em uma empresa, e nem sempre a tecnologia precisa estar presente.

Então novas formas de entregar valor, mesmo que não sejam com tecnologias, também são essenciais para inovar.

Inovação é cara

Outro mito que persegue inovação, é que para ela funcionar precisa ser complexa ou cara. Mas não, você pode inovar de forma tão simples quanto apenas mudar o foco das funcionalidades já existentes de um produto.

E por incrível que pareça, às vezes, as soluções mais simples são as mais inovadoras.

A roda por exemplo, uma inovação revolucionária que causou (e causa) um grande impacto positivo na vida das pessoas, e com grau de complexidade baixíssimo.

Através de uma solução inovadora, a roda permitiu que os humanos mudassem a forma de locomoção e viajassem mais rápido e com menos esforço.

É por isso que essa inovação existe há séculos e talvez sempre existirá. É um instinto humano encontrar novas maneiras de resolver problemas e melhorar as soluções existentes.

Porque inovar é importante para empresas

Inovar não é diferencial, é necessidade de sobrevivência. Quem não inova se torna obsoleto e é expulso do mercado.

Quer exemplo mais conhecido que a Nokia? A empresa era a maior fabricante de celular do mundo e optou dizer não para a evolução dos smartphones. Resultado? A empresa número 1 da indústria sumiu do mapa. Literalmente!

Inovação não se trata apenas de desenvolver novas ideias, trata-se de colocá-las em ação. É assumir riscos, experimentar e aprender com os erros. Inovação requer uma vontade de desafiar o status quo e abraçar a mudança.

A inovação, assim como a evolução humana, é um processo gradual e inevitável de descobrir novas formas de reorganizar o mundo de forma não natural, criando coletivamente coisas úteis.

Mas claro que o processo inovativo também pode ser realizado com um grau de complexidade e de tecnologia maior. Por exemplo, os carros desenvolvidos pela Tesla, empresa do atual homem mais rico do mundo, Elon Musk.

Além dos carros serem desenvolvidos com um alto nível de tecnologia envolvido, eles mostram que a inovação nem sempre tem que ser sobre a criação de algo completamente novo.

A inovação também pode ser sobre fazer algo melhor do que já existe. Por isso ela também pode ser gradual.

Neste caso, os veículos (e especialmente as rodas) já existiam quando a Tesla implementou novas soluções tecnológicas em seus automóveis.

Como resultado, a empresa criou uma conexão com a inovação e a qualidade dos carros como características da marca.

Através da inovação, a Tesla consegue criar valor para a marca e perturbar uma indústria secular.

A inovação é o que permite empresas se tornar e permanecer relevantes. Mesmo em mercados que possuem como característica mais notória a sua mudança.

Por 3 principais motivos os clientes são mais propensos a fazer negócios com empresas inovadoras:

  • A consistência de existir produtos novos e que impactam positivamente na vida dos usuários no mercado.
  • Empresas inovadoras agregam valor nos seus produtos.
  • O antônimo de inovação é conformismo. Ninguém quer consumir e fazer parte de uma cultura retrógrada, arcaica e ultrapassada.

Estes benefícios podem incluir aumento de vendas, lucros maiores, clientes mais felizes e funcionários mais engajados.

Uma cultura de inovação também pode ajudar as empresas a atrair e reter talentos. Os funcionários são frequentemente atraídos por empresas inovadoras porque elas oferecem oportunidades de crescimento e desenvolvimento.

Quando é dada aos funcionários a oportunidade de serem criativos e inovadores, é mais provável que eles estejam engajados e comprometidos com seu trabalho.

Os diferentes tipos de inovação

Mesmo quando uma ideia é desejável, viável e prática, ela cumpre propósitos diferentes.

São esses diferentes propósitos que criam os diferentes tipos de inovação que existem nas diversas situações.

Esses são os 3 tipos principais tipos de inovação: inovação incremental, inovação radical e inovação evolutiva.

Tipos de Inovação
Ao mapear os esforços de inovação nos eixos, as empresas podem obter uma boa imagem do equilíbrio de seus esforços de inovação.

A inovação incremental

Como o nome sugere, realizar pequenas melhorias em um produto ou processo existente.

Podendo ser considerada uma maneira mais “básica de inovação”, sendo um processo constantemente utilizado em negócios e produtos que você utiliza no seu cotidiano.

Quem nunca se pegou falando “Lembra como esse produto era antigamente? Melhorou bastante!”

Ela é um ótima aplicação de inovação que está presente no nosso dia a dia, e mesmo sem perceber as nossas vidas ficam melhores, mais ágeis e até mesmo mais bonitas.

A inovação incremental melhora ideias existentes para produtos já existentes.

Basta comparar o primeiro iPhone com o iPhone atual. Qual você prefere comprar pelo mesmo preço? Obviamente o iPhone mais recente, porque ele é mais novo, tem mais funcionalidades e sana necessidades de forma mais eficaz. Isso é inovação gradual, ou incremental.

A inovação incremental é importante porque mantém os produtos e processos “fresquinhos” e relevantes.

Os iPhones com o passar dos anos tiveram melhorias nos hardwares, câmeras e softwares implementadas. Mas a “base” (um celular inteligente) continua a mesma.

Inovação evolutiva

Dentre as anteriores, a inovação evolutiva pode ser o tipo de evolução mais ousado de se conquistar.

A inovação evolutiva pode ser considerada a mais “ampla” das inovações, ela tem como objetivo ampliar os projetos incrementais que garantem a base da empresa para um outro patamar, e consequentemente provocar uma evolução nas empresas ou processos.

A inovação evolutiva explora novas ideias para clientes já existentes ou novos clientes para ideias existentes.

Uma ideia evolutiva é o que a Apple fez ao vender seu novo teclado Magic Keyboard, para os clientes antigos do iPad.

Ela busca entender as ofertas existentes para resolver as necessidades não atendidas dos clientes atuais ou adaptando-as para atender às necessidades de novos clientes ou mercados.

A inovação radical

A inovação radical é a mais provocadora das 3. Como o próprio nome diz, é o tipo de inovação que cria novos mercados e muda a nossa maneira de viver e trabalhar.

A inovação radical explora novas ideias para novos clientes.

Em outras palavras, é chutar o pau da barraca e fazer tudo diferente.

Uma empresa pode desenvolver um novo tipo de produto que muda completamente a maneira como os clientes interagem com as marcas antigas do segmento. Ou pode ser um novo modelo de negócios que perturbe toda uma indústria.

A inovação radical é importante porque ela pode levar a soluções incríveis com ideias absurdas!

Um exemplo foi a criação do iPhone, o primeiro smartphone. Um dispositivo com diversas funcionalidades, touchscreen e se parecesse mais com um computador do que com um telefone da época (os tijolões da Nokia).

Outro exemplo é a criação do Uber, que atingiu uma necessidade de mercado que não era atendida por eles com uma solução nova.

Desde a mais básica das inovações até as mais radicais, o processo de inovação mostra que a necessidade de reinventar é uma necessidade existencial.

Afinal, a evolução é uma característica volátil e adaptável para qualquer realidade e cenário.

4 dicas para incentivar a inovação em sua empresa

Implementar incentivos para todos inovaram não é fácil, por isso separamos 4 dicas que você pode começar ainda hoje para dar os primeiros passos de uma cultura de inovação:

Encoraje a criatividade

Crie uma cultura que apoia e incentiva a criatividade. Isso pode ser feito oferecendo aos funcionários oportunidades para brainstorming de novas ideias, encorajando o pensamento diferente, e reconhecendo e recompensando o pensamento criativo.

Aqui na CRIARH, separamos um momento durante a semana para fazermos uma Ideação Semanal.

Nesse momento há a apresentação de um ou dois projetos futuros, suas particularidades e desafios.

No brainstorming é um momento para relaxar, conversar e soltar suas ideias. A única regra dessa prática é que todos sejam livres para expressar a sua criatividade.

Incentivar a tomada de riscos

Encoraje todo mundo (até você mesmo) a assumir riscos e experimentar novas ideias. Ajude-os a se sentirem confortáveis com o fracasso, enfatizando a importância de aprender com os erros.

Lembre-se, se você não está pronto para errar, não está pronto para inovar.

Incentivar a colaboração

Criar um ambiente que promova a colaboração entre os funcionários.

Isto pode ser feito estabelecendo equipes multifuncionais, encorajando o compartilhamento de conhecimento e fornecendo oportunidades para os funcionários trabalharem juntos em projetos.

Incentivar a comunicação aberta

Encoraje uma comunicação aberta entre funcionários e gerentes. Incentive os funcionários a compartilhar suas ideias de forma aberta e livre, sem medos.

E claro, certifique-se de que há canais específicos para os funcionários fornecerem e receberem feedback. O momento de ter ideias não é o momento de dar feedback.

Essas práticas culturais podem ter um impacto significativo na inovação nas empresas. Uma cultura positiva, aberta e inclusiva encoraja os funcionários a compartilhar novas ideias e assumir riscos.

Diferente de uma cultura negativa e retrógrada, que pode asfixiar a criatividade e a inovação. Impedindo que novas ideias brotem.

A cultura organizacional são os valores, crenças e normas compartilhadas de uma organização. Ela inclui os costumes, tradições e comportamentos que moldam a maneira como os funcionários interagem uns com os outros e com os clientes.

3 métricas para acompanhar a inovação

Então quer dizer que quem lucra mais, é mais inovador? Não necessariamente.

Apesar da inovação ser a concretização das ideias no mercado de trabalho, nem sempre a receita ou o lucro são as taxas usadas para medir a inovação.

Mas sim, para saber se a concretização da ideia no mercado foi bem sucedida, a inovação sempre está atrelada à uma métrica.

As vezes são objetivos menores que você busca e que são importantes para rastrear.

Por exemplo, o YouTube costumeiramente utiliza o indicador chave (KPI) de quantidade de horas assistidas por dia, ao invés da receita.

Então para cada negócio há uma métrica ideal, e você deve buscar a que se encaixa melhor para o seu negócio.

Claro que existem algumas que importam para praticamente todas as empresas, mas empresas são organismos incrivelmente complexos. Receitas prontas de bolo para inovar não existem.

Esses indicadores proxy (intermediários) ajudam você a visualizar melhor seu trabalho, aproximando você do trabalho que deve ser feito, não apenas do resultado final.

Um exemplo mais comum é ao invés de apenas focar em aumentar a receita em 20%, você pode focar em ter mais leads qualificados, mais reuniões de apresentação de projeto, mais vendas por cliente, etc.

Os 3 KPIs (indicadores) que consideramos essencial para metrificar o trabalho de inovação são esses:

  1. LTV/CAC > 3
  2. MRR e ARR
  3. Churn rate

Você pode usar os OKRs (Objetivos e Resultados Chave) para fazer a gestão desses indicadores, subdividindo eles em abordagens mais fáceis de serem digeridas.

Assim você sabe que seu resultado final (receita ou lucro) vai melhorar quando você fazer seus experimentos para atingir esses resultados-chave intermediários. Mais fácil, né?

Quem inova, lucra?

Agora que você entendeu como metrificar a inovação, deve ter percebido que nem sempre o trabalho para inovar nem sempre é 100% direcionado para resultados financeiros.

A inovação pode ser usada para racionalizar processos e melhorar a efetividade.

Em alguns casos, os resultados financeiros podem até diminuir no curto prazo, à medida que são feitos investimentos em novas tecnologias ou processos que vão dar resultado à médio ou longo prazo.

Mas calma, eu sei que implementar processos que atraem resultados financeiros é o sonho de qualquer um e talvez você esteja lendo esse guia por isso.

Só esteja ciente de que para inovar é preciso pensar no longo prazo, no curto prazo o fator sorte fala muito mais alto. Ao fazer investimentos estratégicos em inovação, você se posiciona para o sucesso futuro.

Lembre-se: Não desanime se você não vir um retorno imediato do seu investimento – pode levar algum tempo para valer a pena.

Esses são alguns exemplos de empresas que possuem inovação como principal característica (e isso é de se invejar) e revolucionaram o seu mercado. Mas mesmo assim, demoraram muito para alcançar resultados financeiros (ou nunca alcançaram):

  1. Uber: Uber é uma empresa que mudou o jeito das pessoas se locomoverem, foi fundada em 2009. Mas até hoje não é rentável.
  2. Airbnb: Airbnb é um marketplace para arranjar e oferecer alojamentos, que no começo foi muito criticada, por aparentemente “não fazer sentido” e hoje ela é a principal empresa do seu ramo. Ela foi fundada em 2008 e não se tornou lucrativa até 2017.
  3. SpaceX: A SpaceX cria e lança foguetes não tripulados que vão ao espaço e voltam para a Terra. Foi fundada em 2002 por Elon Musk, mas como ela não é uma empresa com ações públicas, não sabemos a lucratividade dela. Contudo, no final de 2021 Musk afirmou em um e-mail interno vazado que a empresa corre risco de falência se não alcançar determinadas metas até o fim de 2022.
  4. Blue Origin: Blue Origin é concorrente da SpaceX como fabricante aeroespacial e prestador de serviços espaciais fundada em 2000 por Jeff Bezos. A empresa está mais ativa nos últimos anos devido a concorrência com a SpaceX mas ainda não atingiu a rentabilidade e nem tem previsão para tal.
  5. Twitter: Twitter é uma das principais redes sociais do mundo, foi fundada em 2006 e só teve lucro em 2018 e 2019.

Essas empresas tem escala global e recebem milhões, às vezes bilhões, em investimento para criar a estrutura para, no futuro, gerar bilhões. Claro que elas tem muito mais combustível para queimar do que sua empresa.

Você deve buscar seu próprio ponto ideal (e inicial) para focar em indicadores proxy. Eles são a base para você alcançar os resultados futuros desejados.

Se seu desejo é maior, muito provavelmente seu tempo de “preparação” antes de ser lucrativo será maior.

Todas essas empresas são distintas, mas elas se conectam em um fator: o foco na inovação de longo prazo. É ela que vai catapultar resultados para níveis inimagináveis.

Não se desanime porque a mais recente iniciativa de inovação de sua empresa não está dando frutos imediatamente, leva tempo para uma árvore crescer e dar frutos. Seja paciente, plante as sementes necessárias e continue nutrindo a sua “árvore” da inovação.

Infelizmente não há respostas rápidas para a inovação, não é possível se planejar perfeitamente para ela ou simplesmente dizer para os colaboradores: inove! E algo surgir daí. No máximo, um processo trabalhista.

Pode levar tempo para ver os resultados da inovação, mas é leva tempo para reconstruir o que está estabelecido.

“A inovação não é um evento único, é uma jornada contínua”

– Jeff Immelt, Presidente e CEO da General Electric.

A variável mais importante da inovação

Em 1876, um homem trabalhava em seu pequeno laboratório. Ele estava em busca de uma nova invenção que prometia ser uma inovação bombástica.

Dia e noite ele trabalhava, ele queria fazer um dispositivo que fosse possível criar uma conexão para falar com outras pessoas, mesmo à longas distâncias. Hoje conhecemos essa invenção como telefone.

Depois de anos de trabalho, ele finalmente conseguiu! Ele teve sucesso!

Ele correu para o cartório mais próximo para registrar sua invenção e… Tudo deu errado.

Essa é a história de Elisha Grey, não Graham Bell. Acontece que horas antes, Graham Bell registrou a mesma invenção, no mesmo cartório.

Os dois não tinham conhecimento do trabalho um do outro, eram praticamente vizinhos, mas Bell foi horas mais rápido para registrar legalmente sua invenção.

Hoje ele é conhecido como o pai do telefone, mas por um detalhe muito pequeno de timing.

É o timing que faz uma lâmpada hoje ser algo normal, mas 500 anos atrás era uma grande invenção. É o timing que fez Leonardo Da Vinci uma figura tão importante.

Da Vinci já imaginava a criação de robôs, helicópteros e metralhadoras no século XV. Além de prototipar paraquedas, roupas de mergulhos e tantas outras coisas.

De fato são contribuições importantíssimas, mas o que faz eu e você ter essa sensação de “uau” é a variável do tempo, o timing delas acontecerem.

É altamente inacreditável acreditar que alguém sem os mesmos conhecimentos e recursos que temos hoje, no século XV, no final da idade média e começo do renascimento e da idade moderna, poderia ter influencia direta na sua vida nos dias de hoje.

O tempo que ele fez isso é inacreditável.

E é sobre essa variável tão importante, e que muitas vezes não é levada em consideração, que resulta em ser uma das características mais presentes no sucesso ou fracasso de startups, por exemplo.

Ela é inevitável, mas para não sofrer tanto com ela, é importante se concentrar nesses aspectos:

  • É o momento certo?
  • A ideia está muito avançada e não é o momento certo dela?
  • As pessoas estão prontas para essa solução inovadora?
  • Ou é tarde demais e já existem concorrentes?

No TED talks de Bill Gross acima, ele analisa diversos cases e comprova que o timing é o principal fator de sucesso de companhias.

Ele chegou na conclusão que o timing representa 42% da diferença entre sucesso e fracasso.

A melhor maneira de saber utilizar essa variável ao seu favor, é procurar entender se os consumidores estão prontos para o que você tem a oferecê-los.

Mas claro que não dá para ter o timing certo deliberadamente o tempo todo, as vezes você precisa de sorte.

Sorte que é influenciada pela serendipidade, que significa descobrir boas coisas ao acaso. Encontrar algo positivo sem estar procurando por aquilo.

E por incrível que pareça, o acaso desempenha grande parte do papel do timing na inovação.

Um forte motivo de economias liberais serem muito mais inovadoras é porque elas criam espaço para a serendipidade. Espaço livre para experimentos acontecerem e criarem oportunidades.

A inovação acontece quando as pessoas são livres para pensar, experimentar e especular.

Até a criação do Viagra foi uma serendipidade. A Pfizer estava procurando um remédio para uma doença cardíaca, e a ereção era apenas um efeito colateral dele.

Abra espaço para o acaso acontecer na sua empresa no tempo correto, nada inovador nasce sob rédeas curtas.

Onde a inovação pode ser aplicada

Nessa altura do campeonato, você deve estar mais do que ciente que a inovação tem a capacidade de mudar e moldar o futuro de empresas, gestão e negócios.

Mas não é fácil fazer isso. Empresas tem recursos limitados, e muitas vezes antes de encontrar o caminho da inovação, morrem.

Assim como um médico deve ser ágil e preciso ao fazer uma cirurgia, o trabalho do gestor deve ser ágil e preciso, exato.

Do contrário, as consequências podem ser graves para a empresa, como criar produtos desnecessários, desenvolver uma cultura empresarial antiquada ou simplesmente a mente ter o foco errado.

Inovação é extremamente abrangente, podendo acontecer em qualquer aspecto da sociedade. Contudo, recomendo 3 tipos que você irá colher mais resultados em sua empresa:

1. Inovação de Produtos

A inovação de produtos é criar de novos produtos (ou serviços) ou a melhoria dos já existentes. Produtos são a “porta de entrada” de qualquer empresa, pois são a forma de rentabilizar seus objetivos.

Um produto é qualquer coisa que crie valor para um cliente, como um bem ou serviço.

A própria Tesla é um exemplo de inovação de produtos. Os carros da Tesla são alguns dos produtos mais inovadores no mercado atualmente.

A empresa abertamente busca resolver problemas climáticos e amplia os limites do que é possível com veículos elétricos, tornando seus carros um dos mais procurados do mundo.

A Tesla também tem um forte compromisso com a satisfação do cliente e criar produtos memoráveis, guiado pelo desejo de melhorar constantemente seus produtos.

O resultado? O carro mais tecnológico do mundo, muito rápido, confortável e bonito. Essa fórmula de produtos inesquecíveis transformou uma pequena montadora com alto risco de falência em uma empresa trilionária (em dólar!).

Outro exemplo bem curioso da própria Tesla, é que ela é uma marca bastante jovial e agressiva. Com isso em mente, seu CEO, Elon Musk, criou uma linha limitada de lança-chamas para os fãs mais ávidos, e foi um sucesso absoluto.

Essa forma de inovar geralmente traz mais resultados no curto prazo. Contudo, esse tipo de inovação costuma ser apenas a “ponta do iceberg” de uma empresa inovadora como um todo.

2. Inovação de Processos

A inovação de processos é encontrar maneiras de tornar o trabalho rotineiro melhor, mais rápido e barato do que a concorrência.

Esse forma de inovar é mais profunda que a de produtos, e por isso, traz mais resultados à longo prazo.

Isso pode envolver qualquer área da empresa, desde o recebimento das matérias-primas de uma fábrica até a criação de novos materiais de marketing.

Esse tipo de inovação está diretamente ligado à gestão empresarial, melhorando diretamente a forma de pensar e executar as mais diversas áreas da empresa.

O Modelo de produção da Ford é frequentemente citado como um exemplo de inovação de processos.

O carro Ford T foi uma adaptação de uma ideia que existia há anos, mas seu sucesso não foi pelo produto, mas pela transformação na forma de produzir o carro.

Ao utilizar um processo de produção em linha de montagem, a Ford foi capaz de reduzir drasticamente o custo do carro, tornando-o acessível para o consumidor médio.

Este tipo de inovação também pode ser visto em muitas outras indústrias, tais como a introdução do lean manufacturing (Manufatura Enxuta) na indústria automotiva.

Atualmente, outros métodos para corriqueiramente melhorar processos extrapolaram o mercado puramente industrial para as mais diversas indústrias, com o grande foco em agilidade de aprendizado. Como o Scrum, Kanban, Lean Startup.

Por boas práticas disseminadas pelo movimento ágil, nos últimos anos, há um afastamento das estruturas organizacionais tradicionais hierárquicas em direção a estruturas mais planas, mais baseadas em matrizes.

A inovação organizacional está ligada à mudança e a maneira de como uma empresa é estruturada ou operada. Ela pode envolver mudanças na estratégia, cultura ou operações da organização.

Como ela muitas vezes molda a forma da empresa agir, executada corretamente ela ajuda a promover uma maior colaboração e criatividade dentro de uma organização.

3. Inovação do Modelo de Negócios

O modelo de negócios é como uma empresa cria, captura e entrega valor para seus clientes.

É legal que podemos criar um paralelo claro entre criar, capturar e entregar valor com, respectivamente, a desejabilidade, praticidade e viabilidade de uma solução.

Canva Modelo de Negócio para Inovação
Criar valor: Oferta e Proposta de Valor; Capturar valor: Receita e preço e Custos; Entregar Valor: Canais de venda e Parceiros.

É muito comum a visualização do desenvolvimento de modelos de negócio através de canvas, como o acima.

Para muitas empresas, inovar com base nas características de uma solução é mudar a maneira como a empresa faz negócios como um todo.

Isso pode significar criar uma nova estratégia de preços ou entregar seus produtos em um canal de vendas diferente.

A chave é encontrar a maneira ideal de criar valor para seus clientes, e se diferenciar dos concorrentes.

Quando Steve Jobs retornou à Apple em 1997, ele fez uma mudança radical no modelo de negócios da empresa. Antes, a Apple estava focada na venda de tecnologia cara e de ponta para um pequeno grupo de pioneiros na adoção.

Jobs percebeu que a chave para fazer da Apple um sucesso era o foco em design e na experiência do usuário.

Os produtos deveriam ser ao mesmo tempo bonitos, fáceis de usar e que cumprisse um propósito na vida do cliente.

Mas o preço era uma pedra no caminho para muitos clientes em potencial.

Para resolver isso ele introduziu uma nova estratégia de preços, desenvolvimento de produtos e de fabricação que tornaria os produtos Apple mais acessíveis para mais pessoas.

O resultado foi uma série de sucessos como o iMac, iPod e iPhone que conhecemos, e transformou a Apple na empresa mais valiosa do mundo.

Voltando para o conceito de modelo de negócios, todo ele tem 3 etapas:

  1. Criar valor
  2. Entrega de valor
  3. Capturar valor

Criar valor

Criação de valor consiste nos benefícios para entregar ao seu público alvo.

A criação do valor (e desejabilidade) é composta por 2 partes: A sua oferta (produto ou serviço) e a sua proposta de valor.

A proposta de valor é a promessa da sua oferta, a coisa única que você consegue entregar com ela.

No caso da Apple eles criam valor através de aparelhos inteligentes (oferta) que são bonitos e fáceis de usar (proposta de valor).

Se você percebeu uma conexão entre a criação de valor e a desejabilidade de uma solução, você está correto.

Ao testar a desejabilidade de sua ideia, você está testando se a sua criação de valor é a ideal para o seu público-alvo.

Capturar valor

A captura de valor é a forma que você irá conquistar os clientes.

A viabilidade é como sua empresa faz dinheiro.

A captura (viabilidade) de valor é composta por 2 aspectos: como as pessoas vão pagar (modelo de receita) e quanto eles querem pagar (precificação). Assim você monetiza a sua oferta.

Ao abaixar o preço dos computadores, a Apple utilizou uma nova estratégia de preços. Ao cobrar assinaturas de serviços como a iCloud, ela diversificou seu modelo de receita.

Entregar valor

A entrega de valor é a maneira que você entrega sua oferta para os clientes.

A praticidade é como sua empresa executa a sua oferta.

A entrega (praticidade) de valor é composta por 2 aspectos: os canais de venda e os parceiros de negócio.

Na CRIARH temos 4 tipos de produtos, e eventos abertos ao público geral é um deles. Nosso canal de vendas nesse tipo de produto é uma experiência de 1 ou 3 dias, e a entrega pode ser a cada dois meses ou anual.

Já nossos parceiros são nossos palestrantes, patrocinadores e centros de inovação.

Cada uma dessas aplicações de inovações, podem estar ligadas diretamente e indiretamente com outras formas de inovações! Afinal, a inovação é uma etapa de processos que se conectam.

Como executar o processo inovativo

A maior questão que as pessoas tem é: Como inovar?

O processo inovativo muitas vezes é difícil, confuso e complexo demais. Nos perdemos na tentativa de inovar e acaba ficando por isso mesmo.

Guardamos a inovação para pessoas que são “iluminadas” ou “visionárias”, mas não é assim.

Seja para inovar no seu modelo de negócio, processo ou produto, o processo inovativo é o mesmo.

Com apenas 3 etapas, que podem ser repetidas em ciclos, você consegue inovar:

  1. Questionar
  2. Prototipar
  3. Experimentar

Essas são etapas complementares que devem ser aplicadas para extrair o máximo que a inovação pode oferecer.

Esse é um micro escopo de um processo de resolução de problemas, para divergir e convergir o pensamento para encontrar a melhor solução.

Questionar é buscar a real causa do problema e como a inovação pode agilizar e buscar soluções inovadoras para o tal problema. Boas perguntas que ajudam a entender sua proposta de valor são: O que você tem que ninguém mais tem, ou que é difícil conseguir?

Prototipar é tangibilizar as respostas das perguntas que você fez. Pode ser uma lista de custos, um desenho ou até mesmo várias frases, como no caso da proposta de valor.

Experimentar é jogar a ideia do mundo para saber qual é a melhor. Afinal, se não há uma métrica, não há inovação. Mesmo quando o assunto é um pouco mais abstrato é possível metrificar.

Por exemplo, a proposta de valor é totalmente subjetiva, contudo, você pode metrificar qual é o melhor protótipo.

Para isso, basta fazer um modelo de post de rede social no Canva e criar 3 variações deles com 3 propostas de valor diferentes.

Agora basta patrocinar os 3 posts, o post com o custo de clique mais barato é a melhor proposta de valor para seu público.

É muito comum você precisar fazer essas 3 etapas (questionar, prototipar e experimentar) do processo mais de uma vez.

Por exemplo, para inovar no seu modelo de negócios, recomendo que você faça esse ciclo ao menos 3 vezes, uma na etapa de criar valor, outra na de capturar e o último ciclo na etapa de entregar valor.

Inovação aberta

Além das formas que uma empresa tem de inovar internamente, outra opção cada vez mais comum é inovar com ajuda externa.

Esse conceito e prática de se envolver com soluções externas, seja organizações, ou através de outras colaborações, é denominada de inovação aberta.

Um ótimo exemplo de inovação aberta, foi a solução que as principais empresas concorrentes de história em quadrinhos, Marvel e DC, acharam para alavancar as vendas das suas histórias em quadrinhos durante a pandemia, um momento muito crítico de vendas.

As empresas cogitaram em colocar (mais uma vez) em prática o projeto que consistia unir os principais personagens e concorrentes, em histórias em quadrinhos de colaboração.

Como resultado as empresas alcançaram enormes vendas.

Mesmo que sejam concorrente, a simples combinação de seus principais ativos podem alcançar resultados incríveis.

Decidindo o caminho a ser seguido

A melhor abordagem para uma empresa depende de sua cultura e valores. Algumas empresas encorajam seus funcionários a assumir riscos e buscar ideias radicais, enquanto outras preferem uma abordagem mais incremental.

Contudo, sempre é importante ter todos os 3 tipos (incremental, evolutiva e radical) na sua carta de produtos.

O motivo é simples, se uma empresa não melhora seus produtos além do básico, ela morre no longo prazo. E se ela apenas mira em mudanças radicais, ela não se sustenta no mercado.

Para saber qual usar em qual momento é crucial entender os tipos de inovação e como elas podem impactar positivamente o seu negócio. Se adaptar é muito importante.

Então o segredo é você experimentar de tudo um pouco, e principalmente não ter medo de arriscar. Para que tudo isso seja feito de maneira saudável e produtiva. E claro, busque o resultado e a mudança desejada.

Você precisa ter coragem de errar e ser um autêntico agente de mudança ao simplesmente tentar. Se não rolar, erros são oportunidades de novas descobertas e aprendizados para construir novos horizontes.

Quem inova, se destaca

Uma ideia inovadora é libertadora. Ela apresenta novos caminhos e formas de pensar, nem que seja para apenas uma pessoa.

Ter uma ideia útil que ajuda pessoas ao facilitar atividades, economizar tempo, ou diminuir trabalhos são pequenos passos, mas necessários.

Eu gosto de pensar que inovar é habilitar a felicidade do outro, do meu cliente. Tornar vidas mais fáceis e produtivas é só um indicador chave intermediário.

Você viu vários exemplos de empresas que entregam soluções desejáveis, viáveis e práticas, como a Apple, Ford, Tesla, Uber, Airbnb, Twitter, SpaceX e até a própria CRIARH. Use esses exemplos para espelhar os conceitos na sua própria empresa e evoluir.

Tenha em mente que para inovar não existe atalhos, é um trabalho que demanda tempo e pessoas. É preciso muito trabalho, dedicação e vontade de experimentar coisas novas, mesmo quando elas podem não funcionar da primeira vez.

Mas vale muito a pena. E eu digo isso por experiência própria, a própria CRIARH sofreu diversas mudanças ao longo dos anos.

Já fomos uma empresa de tecnologia, de RH, e hoje somos uma consultoria de inovação.

Não sei o que seremos amanhã. O importante é que temos vontade e disposição para plantar hoje as sementes da inovação necessárias para colher frutos no amanhã. Nossa missão é superar esses rótulos.

Até a próxima!

curso de criatividade

Artigo por

Lucas Teles
Lucas é o Head de Inovação da CRIARH. Mas mais importante, ele é o maior apaixonado pela empresa.

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