Práticas
// Escrito por Lucas Teles

Criatividade: O Guia Definitivo

Guia Criatividade

Você já se impressionou com a capacidade criativa de alguém? 

Existem diversos exemplos de pessoas que atingem resultados fora da curva através da sua capacidade criativa.

É o caso de um dos principais nomes da arte barroca, Johannes Vermeer. Através do seu trabalho, o artista se tornou uma das figuras mais importantes do século XVII.

Com sua capacidade criativa, Vermeer produziu obras à frente do seu tempo. O artista tem esse reconhecimento devido a qualidade dos seus trabalhos que possuem características nunca antes vistas, como a maneira impecável de fazer as sombras e perspectivas utilizadas em suas pinturas.

Olhando de fora, uma coisa é certa. Johannes Vermeer era um criativo nato.

Porém, através da “indignação” de alguém ser tão bom no que faz com a sua criatividade, que Tim Jenison, inventor norte americano, decidiu investigar através de um documentário o que levou Vermeer se tornar o Vermeer.

E aposto que você provavelmente conhece ao menos uma obra dele: “A menina com o brinco de pérola”.

Johannes Vermeer
“A menina com o brinco de pérola” feito com óleo sobre madeira.

De maneira resumida, o artista se tornou uma referência no mundo da arte, porque o mesmo desenvolveu técnicas para atingir esse nível de maestria e colocou em prática.

Não foi “do nada” ou algum tipo de dádiva divina.

Com técnicas criadas e colocadas em prática com exaustivo treinamento, Vermeer conseguiu resultados espetaculares e impactantes para a arte e o mundo em geral.

Longe de mim querer desmerecer um artista. Mas quando analisamos resultados a fundo, descobrimos métodos, técnicas e esforço são responsáveis por você se destacar, e virar alguém “à frente do seu tempo”.

E é exatamente assim que funciona com a criatividade, você pode estimular ela em você através de técnicas e práticas. A criatividade pode e deve ser aprendida em qualquer área.

E diferente do que muitos pensam, a criatividade não é única de um grupo específico de pessoas, ou de uma área específica, como a de artistas.

Através da criatividade as pessoas têm 73% mais sucesso financeiro (Adobe) e batem 300% mais metas (IDEO).

É sobre isso que se trata esse guia. Quero que você reconheça a importância da criatividade e aplique ela no seu dia a dia.

Só com a criatividade, você consegue ter:

  1. Ideias frequentes
  2. Confiança para agir
  3. Foco
  4. Lucro e eficiência

Só nessa introdução eu já quebrei duas crenças limitantes recorrentes da criatividade. Que ela é única para artistas e que ela não se aprende. Continue aqui que você vai aprender muito mais!

O que é criatividade?

Tenho certeza que desde sempre, a palavra “criatividade” está presente no seu vocabulário.

Quem nunca achou soluções, pessoas, estampas de roupas e outras infinidades de coisas criativas?

Mas afinal, o que é a criatividade?

É engraçado que mesmo sendo um termo que abrange várias áreas, o conceito da criatividade é simples:

De acordo com Sir Ken Robinson, criatividade é um processo. Ou seja, ser criativo envolve fazer algo.

De forma mais específica, criatividade é o processo de criar ideias originais e de valor. Sua maior característica é a associação de ideias aparentemente distintas no mesmo contexto.

Ideias úteis que resolvem problemas diários ou complexos. Desde o desenvolvimento de novos motores para foguetes ou até mesmo na criação de uma obra de arte, como citei acima.

Criatividade é um caminho que o cérebro humano usa para resolver problemas.

A criatividade consegue ser tão abrangente por isso, cada pessoa cria ideias originais através do seu repertório e de seu próprio modelo mental.

Por causa dessa abrangência , a criatividade anda de mãos dadas com a diversidade e a volatilidade. Ou seja, ela consegue ser uma competência que consegue transitar em todos os lugares!

Olhando para a definição acima, pode ver que, para extrair o máximo do conceito da criatividade, você precisa se livrar de barreiras limitantes. Especialmente o medo de que “esta ideia não faça sentido”.

As melhores ideias são as que, aparentemente, não fazem sentido!

Imaginação: A fonte da criatividade

Por a criatividade ser um conceito que atinge várias cadeias da sociedade, é comum a confusão da criatividade com outros atributos ligados a ela, como a imaginação.

Imaginar é simplesmente projetar algo em sua mente, por isso ela é a fonte da criatividade.

Mesmo sendo algo tão subjetivo e muito menos palpável, a imaginação é de extrema importância e deve ser estimulada.

Ela é como o episódio piloto daquela sua série preferida.

Toda ideia criativa nasce da imaginação de uma ou mais pessoas.

Com ela, é possível trazer a mente elementos que não estão presentes no nosso alcance, ou até mesmo elementos inexistentes na realidade.

A imaginação nos permite fugir do presente, rever o passado, projetar futuros e o melhor, se colocar no lugar do outro.

Ela nos liberta e dá a possibilidade de transformar nossas vidas. Assim, a imaginação é interna de nossa mente.

Por isso, conseguimos dividir a imaginação em duas funções, imaginárias e imaginativas.

Função Imaginária

A função imaginária vem de experiências concretas. De acordo com suas experiências, aquilo que você já viu ou conhece.

Na prática, é como se eu pedisse para você imaginar o rosto de uma pessoa que você gosta muito. Vai ser algo natural e sem esforço.

Função Imaginativa

Já a função imaginativa, vêm de possibilidades criadas por sua mente e que não são armazenadas por experiências. Possibilidades que você nunca vivenciou.

É como se eu pedisse para você imaginar você se encontrando com seu artista favorito, em seu lugar favorito.

Você consegue imaginar isso, apesar de que (provavelmente) nunca vivenciou esse momento.

Inovação: Os frutos do processo criativo

Já a inovação é o processo de concretização de novas ideias, apresentando algo novo ou incrementado (ou os dois). É a criatividade colocada em prática, ou seja, é impossível algo ser inovador sem ser criativo antes.

Perceba que cito inovação e criatividade como processos, pois ambas exigem ação.

De forma geral, você precisa medir a inovação através de uma métrica, como a receita, churn rate, MRR e ARR, e outras. Vai variar de acordo com seu modelo de negócio, mas inovação sempre deve estar atrelada com alguma KPI (indicadores chave).

Assim como a imaginação, a inovação se divide em alguns tipos, mas como é um assunto muito extenso, você pode acompanhar isso em nosso Guia de Inovação.

Empresas devem estar em constante necessidade para serem mais inovadoras, pois em um cenário competitivo, produtos e serviços estão em constante criação e melhoria, na busca por criar ou renovar mercados e conseguir uma parcela maior de mercado.

Por que é importante ser criativo?

Guia Criatividade

Em uma realidade cada vez mais competitiva e complexa, a necessidade de ser criativo é cada vez mais essencial para os diversos problemas do cotidiano.

Como se não bastasse, através da criatividade você consegue:

  1. Explorar novos caminhos.
  2. Descobrir novas soluções.
  3. Destacar-se da concorrência.

A criatividade é tão importante e presente na hora de você tomar decisões que você consegue facilmente pensar em empresas que possuem soluções e produtos criativos.

E são essas empresas na qual você optaria quando precisasse de um serviço ou produto.

É por causa dessas vantagens e necessidades de colocar ideias criativas em prática que as empresas sentem a necessidade de investir cada vez mais no potencial criativo dos seus colaboradores.

Com a criatividade, as empresas tem mais probabilidades de serem inovadores e, consequentemente obterem mais sucesso por entregar melhores produtos e serviços.

Num mundo em que a mercadoria mais procurada é a inovação, a criatividade é a matéria-prima.

A competência mais procurada nas empresas

Em um estudo recente feito pelo LinkedIn, a criatividade foi a competência mais procuradas por empresas.

O mais interessante disso tudo: para todas as áreas!

Até as profissões mais “tradicionais” podem e devem ser criativos. Como é o caso da medicina.

A criatividade sempre esteve presente no campo médico, seja sob a forma de novos tratamentos ou métodos de diagnóstico. Contudo, com o advento das novas tecnologias, a criatividade tornou-se ainda mais importante na medicina.

Com a ajuda da tecnologia, e principalmente com o olhar criativo, os profissionais da área de saúde acharam soluções “não convencionais” (mas muito criativas) para diagnosticar e tratar doenças.

Como é o caso da utilização da impressão em 3D na medicina. Através da impressão 3D é possível criar órgãos que podem serem utilizados em transplantes.

Além disso, através do pensamento criativo, é possível desenvolver novos métodos de tratamento, tais como a utilização da nanotecnologia no tratamento do câncer.

O mercado como um todo, exige profissionais que sejam capazes de criar novas soluções.

O bonito da criatividade é isso: Ela existe e sempre vai existir no seu dia a dia, pois é necessária para melhorar vidas.

Com ela, tudo pode ser reinventado.

Criatividade como propósito

Mas além disso, ser criativo poder ter um significado muito mais profundo.

A criatividade proporciona que você explore a sua imaginação e potencial. Trazendo à tona a sua melhor versão.

Gosto de pensar que, de certa forma, a criatividade ressalta o melhor de cada um.

Através da criatividade, você consegue reforçar os seus talentos. Isso é responsável por você extrapolar o que você tem de melhor e usar isso para tornar o mundo mais bonito.

Em outras palavras, a criatividade ajuda a expressar seus talentos.

A criatividade acaba atuando como uma filosofia de vida, você de maneira indireta ou direta contribui com a sociedade, dando uma esperança para o futuro.

6 Mitos da criatividade

Mitos que são responsáveis por impedir que você tenha seu progresso na criatividade, dificultando sua imersão nesse mundo transformador.

Mas com uma nova lente criativa, é possível enxergar a criatividade com outros olhos. Melhorando o seu potencial criativo.

Por isso, confira esses mitos que rodeiam a criatividade e limitam seu potencial. Livre-se deles o quanto antes:

Mito da utilidade

Há quem acredite que a criatividade se restrinja a algumas atividades, como artes, publicidade, design ou marketing e seja inútil para outras áreas, como matemática, advocacia, medicina, engenharia e gestores de negócios.

As artes são importantes para qualquer indivíduo, mas a criatividade não é um privilégio dessa área. Já te mostrei a pesquisa do LinkedIn que ranqueou a criatividade como a competência mais buscada no mercado de trabalho, de qualquer área.

A Apple ficou famosa por fazer produtos inovadores, Starbucks no branding, e tantas outras. A inovação é a criatividade com nota fiscal e todo o mercado precisa dela, o desafio é desenvolver isso, assim como qualquer outra competência.

Mito do aprendizado

Quase sempre pensamos que pessoas criativas nascem com esse talento ou não, como se fosse algo de nascimento, como a cor do olho, e que nada pode mudar isso. Mas existem muitas formas para você ser mais criativo.

Além de que, em uma pesquisa de Harvard feita pelo ilustre professor Clayton Christensen, foi visto que de 25% a 40% da capacidade criativa é inata, ou seja, na média você ainda pode ser 3 vezes mais criativo do que seu talento inato permite, isso desconsiderando a força que os bloqueios mentais exercem para minimizar ainda mais sua capacidade criativa.

Isso é, se seu talento inato é o médio, 33 de 100, mas você tem muitos bloqueios criativos, seu potencial inato pode estar sendo dividido por 2, caindo para 16 de 100.

Isso quer dizer que se você desenvolver seu potencial criativo como uma competência e se livrar de seus bloqueios criativos, você pode alcançar um 80 de 100, multiplicando por 5 seu potencial atual.

E em casos de pessoas que não treinaram sua criatividade ou bloqueios podem chegar até multiplicar por 10 seu potencial criativo e ainda ter muito espaço para crescimento.

Se você acha que isso é pouco, o talento inato para aprender matemática é de 80%, ou seja, em comparação com os 30% da criatividade, é facilzinho. Você se esforça tanto para aprender algo que é muito mais difícil de aprender, a matemática, e mesmo assim aprende. Há um mundo de oportunidade para desenvolver sua criatividade.

Assim como ler e escrever, você pode aprender a estimular o pensamento criativo, como um músculo que é treinado ao longo da vida e precisa de treino e dedicação.

Sir Ken Robinson se aprofundou um pouco mais sobre como aprendemos ou desaprendemos a criatividade ao longo na vida no TED mais assistido da história: “As escolas matam a criatividade?”.

Mito da espontaneidade

Se você acha que ideias surgem do nada, esse é outro mito comum da criatividade.

Esse mito geralmente é associado com o momento de “Eureka!” onde temos uma grande iluminação e a grande ideia aparece quase que de forma mágica.

Na verdade, não é assim que as coisas acontecem. O seu cérebro tem uma forma de atuar para estimular o pensamento criativo, e dessa forma, criar soluções para problemas.

Também podemos ter ideias de forma ativa, utilizando o processo criativo, mas ele não precisa ser caótico ou incompreensível.

Autores como James Webb Young, Graham Wallas e Alex Osborn já desmistificaram esse ponto com pesquisas.

Mito da originalidade

Quando pensamos em uma história de alguém criando algo muito criativo, assumimos que a pessoa foi responsável por pensar na ideia como um todo. Gostamos de pensar que ideias são únicas e tem dono.

Mas o cérebro humano só cria algo se baseando em referências anteriores e conhecimentos prévios. É impossível desassociar esse lado humano no momento da criação.

Um insight é uma convergência de nosso repertório de conhecimento com inspirações externas, e mesmo que sejamos únicos, nosso conhecimento é similar ao de alguém, e quando temos uma ideia, alguém já pensou nela antes, ou pelo menos na maior parte dela.

O telefone é um objeto muito presente em nossas vidas, e uma excelente ideia, mas você sabia que no exato mesmo dia, Graham Bell e outra pessoa patentearam o telefone? Inclusive, no mesmo local!

O problema só foi resolvido judicialmente, mas a outra pessoa tinha um telefone ainda melhor que o de Bell.

Duas pessoas diferentes, sem conhecimento um do trabalho do outro, tiveram a mesma ideia no mesmo tempo, é de fritar o cérebro!

É impossível ter uma ideia 100% original totalmente alheia à sua imaginação, conhecimento e inspirações, insights são combinações de outras ideias menos valiosas. Essa é a característica da associação da criatividade, juntar ideias diferentes em uma só.

Mito do gênio solitário

Nós temos uma tendência em atribuir uma ideia a apenas uma pessoa e ver uma criação como um ato de uma única pessoa. Isso é o mito do gênio solitário. Ele é extremamente comum, mas pouquíssimo comentado.

Adoramos a típica jornada do herói. Uma pessoa sozinha em sua garagem criou algo que mudou a vida de todos. Pensamos assim na esperança de que possamos um dia fazer o mesmo, mas isso não é tão comum quanto pensamos.

A realidade é que contar com sua equipe com diferentes repertórios de conhecimento e fontes de inspiração é essencial para inovar, e sem essas pessoas dando esse suporte, o processo é muito mais difícil.

Steve Jobs teve Steve Wozniak, Ed Catmull da pixar teve sua equipe e Steve Jobs, e assim em diante. Qualquer grande criativo da história precisou de uma rede de apoio para cultivar suas ideias.

Equipes colaboram e fazem a criatividade florescer de forma muito mais fácil. E mesmo que você não tenha uma equipe propriamente dita, as pessoas mais próximas de você são a sua rede de apoio, que podam ou nutrem suas ideias.

E você só vai conseguir construir uma ideia de valor se fortalecendo com outras pessoas.

É mais fácil acreditar em heróis do que em equipes!

Mito do brainstorming

A maioria das empresas estimula a criatividade da equipe de uma única maneira:

  • Colocar a equipe em uma sala com um quadro branco e pedir que elas tenham o máximo de ideias possíveis.

Esse processo que muitas vezes é denominado de Brainstorming passa a impressão que as ideias obtidas nesse processo são as únicas ferramentas para se alcançar a inovação.

Isso acontece porque a criatividade na sociedade está ligada a geração rápidas de ideias.

Mas como você verá ao decorrer desse guia, a criatividade é um processo.

E por causa disso, não é verdade que as melhores ideias criativas nascem de um curto momento de ideação.

Desenvolva a confiança em sua criatividade

Muito se fala sobre diversos bloqueios mentais que impedem sua criatividade. E eles são verdade.

Contudo, todos nascem do mesmo lugar: a falta de confiança em sua criatividade.

Para você ter uma noção, no Instagram da CRIARH, fizemos uma enquete com a pergunta: Você já deixou de fazer algo devido a falta da sua confiança criativa?

E a maioria esmagadora votou que sim.

É triste pensar que as pessoas não se sentem aptas para externalizar o seu potencial criativo.

  • Em estudo feito pela Adobe, Somente 25% de CEOs do mundo inteiro se sentem aptos a colocar seu potencial criativo em ação.

Imagine quantas ideias incríveis que não foram colocadas para o mundo pela falta de confiança criativa?

Se afaste do medo de errar para ser criativo. Na verdade, aprenda a errar. Ninguém gosta disso, mas é inevitável e essencial para você criar um ambiente no qual a criatividade existe e persiste.

Eu gosto de falar que confiança criativa é você acreditar que pode mudar o mundo, utilizando seus talentos para isso.

E você vai errar muito no caminho do sucesso. Você precisa alinhar a sua confiança criativa com você mesmo. Através dela você alcança esses principais fatores:

  1. O medo de ousar não existe, logo tentar algo não é um desafio impossível.
  2. Você testa, por mais mirabolante a sua ideia que seja e aprende com os erros e acertos.
  3. Colhe frutos por simplesmente liberar o potencial que existe em você.

Para ser criativo você precisa de 2 coisas: Querer ser criativo e desenvolver sua capacidade criativa.

Ter confiança criativa, ou seja, acreditar no seu próprio potencial de mudar o mundo com suas ideias, é o “querer ser criativo” que habilita sua capacidade criativa. Ajudando você a atingir o máximo que a habilidade nº 1 do mercado pode oferecer.

Você precisa ser somente você. Essa é a essência da confiança criativa.

Mas como estimular esse fator tão importante? Estabeleça um propósito.

É ele que vai te dar aquele “gás” a você e na sua confiança. Com um propósito estabelecido, a sua confiança criativa vai lá para cima e o medo de tentar as coisas ou ser julgado vão lá para baixo.

Se por acaso você tiver o receio de fazer algo, coloque no papel “Por que tenho medo de fazer isso?” e ressignifique essa dor.

É nesses momentos de ressignificação onde a chave vira e a confiança criativa aflora.

As 6 etapas do processo criativo

Quando desenvolvemos uma postura curiosa, questionadora, mas sempre disposta aprender, mesmo que com erros, você coloca em prática sua criatividade e se destaca.

Mas nem sempre é isso que acontece. Existe uma lacuna que precisa ser preenchida entre ter ideias criativas e colocar elas em prática. 75% das pessoas não conseguem colocar sua criatividade em prática.

E o principal motivo para essa dificuldade é ter um processo criativo desestruturado e inconsciente.

Porém, quando você entende como o cérebro atua para juntar informações e resolver problemas, você pode “hackear” ele e utilizá-lo ao máximo de forma consciente.

E consequentemente, direcionar sua criatividade para onde você quiser, mesmo quando você estiver naquele limbo criativo.

Para isso, quero te mostrar o processo do duplo diamante do design thinking, que está em nosso curso de criatividade. É uma abordagem para resolver problemas de forma criativa e centrada no humano.

Você pode até pensar: “Se eu tenho problema, é só pular para a solução!”

Pode até fazer sentido. Mas na prática, quando você faz isso, a maioria das vezes você não entende o problema com profundidade. Quando você pula a definição do problema, muito provavelmente sua solução será errada ou insuficiente.

O duplo diamante do design thinking consiste em dividir o processo criativo em 2 fases maiores (Diamante do problema e diamante da solução) e 6 fases menores.

Diamante do problema

Fase 1 – Entender: No início de qualquer problema, ele é um problema geral e você não tem uma familiaridade com ele. Para mudar esse aspecto, você deve divergir seu pensamento para buscar novas formas de entender o problema. Você deve fazer perguntas ao público-alvo do problema para facilitar. Essa fase somada com a de observar é a tradicional empatia.

Fase 2 – Observar: Na etapa de observar, você ainda vai divergir seu pensamento, ou seja, buscar e criar novas opções. Você precisa aprender o máximo ao se aprofundar na necessidade das pessoas, ver elas conviverem com o problema. Assim, você está dando passos para ter um problema mais específico e fácil de ser resolvido. Essa fase somada com a anterior, entender, formam a tradicional empatia.

Fase 3 – Definir abordagem: Hora de convergir ideias e tomar as primeiras decisões. Ao analisar e discutir o problema através de perguntas que aumentam ou diminuem a abrangência do material criado até então, você enquadra um ponto de vista. Ao finalizar essa etapa , você deixa de ter um problema geral e passa a ter um problema especifico.

Uma ótima ferramenta (e gratuita), é a Perguntas Como Nós Podemos, a qual você pode baixar e aprender em nosso site, aqui.

Diamante da solução

Fase 4 – Ideação: Com o problema específico em mãos, voltamos a divergir ideias para criar possíveis soluções do nosso problema. O clássico brainstorming entra como uma possível ferramenta de ideação nessa fase.

Mas deve-se ter cuidado para não limitar ideias e chegar a conclusões precipitadas, o que diminui a produtividade do brainstorming, de acordo com uma pesquisa de um jornal de personalidade e psicologia social.

Uma ferramenta diferente para praticar a ideação é a Estimulando o Pensamento Divergente, a qual você pode aprender e baixar gratuitamente em nosso site, aqui.

Fase 5 – Prototipação: Hora de convergir novamente! Prototipar é tangibilizar uma ideia na prática. Você deve cumprir necessidades funcionais, sociais e sociais para o contexto da sua ideia, mas você pode prototipar apenas um tipo de necessidade. É importante o protótipo ser simples.

Fase 6 – Testes: No fim do processo criativo, avaliamos o protótipo através de testes com o seu público-alvo. Assim você refina a visão da relação do cliente com a solução e entende o que funcionou ou não.

É importante ressaltar que esse processo é ordenado e cíclico, então você pode voltar etapas ou refazer todo o processo criativo, caso seja preciso.

Esse momento de discernimento vem no gatilho da reflexão, que não é uma fase, mas um gatilho para ajudar você a criar um processo de resolução de problemas coeso.

O mais importante é ter consciência do processo para que ele seja sistemático, não bagunçado. A bagunça impede que você coloque para fora todo seu potencial criativo!

Como ser mais criativo ainda hoje

Mesmo que você não se ache criativo, você utiliza a criatividade para resolver as suas questões no dia a dia. Mesmo ela sendo inata, deve ser estimulada.

E você pode ter hábitos que acabam matando a sua criatividade, como:

  1. Enxergar situações sempre pela mesma ótica que as outras pessoas ao seu redor (Efeito Manada);
  2. Não utilizar seu conhecimentos prévios ou referências da forma correta;
  3. Não guiar ou desviar seu foco conscientemente;
  4. Não ter boas ideias.

Esses 3 erros básicos prejudicam muito sua criatividade. Mas de forma rápida, você pode superá-los e começar a ser mais criativo ainda hoje.

Vou te ensinar 3 formas de superá-los, e dessa forma, você pode alcançar ótimos hábitos que trazem muitos benefícios para você:

  • Interromper hábitos que te prejudicam e que tiram do foco. Ser resistente e não ceder a distrações.
  • Gerenciar o seu estresse;
  • Entender problemas mais facilmente;
  • Entrar no estado de flow mais facilmente;
  • Compreender como seu cérebro se alimenta para criar ideias no processo criativo!

1. Mude seu ponto de vista usando a empatia

Uma ideia pode mudar a forma que uma pessoa vê o mundo. E isso é incrível, mas mais incrível ainda é quando elas mudam a vida do outro de forma prática, real. Transformação verdadeira é quando ela extrapola a barreira da imaginação para gerar bem-estar para alguém.

Vestir os sapatos do outro, aquele que vai usar sua ideia, e entender seus sentimentos, dores, angústia é fundamental no processo criativo.

A empatia tem esse papel de entender as necessidades da pessoa e coloca-las no centro de sua ideia. Ela vai expandir a sua percepção de mundo com a percepção do outro.

O que não falta é exemplo de grandes ideias que falharam quando chegaram ao mercado porque geravam valor de forma errada para o usuário. O Google Glass, a nova fórmula da Coca Cola, um passe vitalício para a primeira classe da American Airlines, e tantas outras.

Esse tipo de ideia como a do Google Glass chamamos de falso-positivos, vários especialistas pensam que vai ser um sucesso, mas falham miseravelmente, geralmente por falta de empatia na geração de valor da oferta do produto.

A empatia muda seu ponto de vista, e isso evolui uma suposição que você tem sobre sua ideia. Essa suposição é riquíssima, porque ela é uma janela de oportunidade gigante, e se você a aproveitar da maneira correta, é sucesso!

O segredo é sair do achismo do que você pensa que funciona e inovar sendo guiada por dados, e dados são evidências que a sua oferta é adequada, ou não, para aquele grupo de pessoas.

Quando você reconhecer que uma ideia não é só sua, mas de todos afetados por ela, você vai potencializar sua capacidade criativa para outro nível. Porque a partir da materialização da ação, sua ideia transformará necessidades em soluções originais.

2. Desenvolva seu repertório específico e generalista

Podemos dividir o conhecimento humano em 2 tipos: Específico e generalista.

O conhecimento generalista são inspirações. Se inspirar é explorar novas opções, trazer à mesa de discussão novos conhecimentos, realizar novas conexões neurais. A inspiração recupera o seu fôlego e te ajuda a descobrir novos caminhos, explorando o seu potencial criativo.

Mas você só pode ser criativo em algo que conhece. É aí que entra em cena todo seu repertório de conhecimento específico acumulado ao longo dos anos. Geralmente é o seu conhecimento “formal”, que em uma ou mais áreas, você estuda e aprofunda seu conhecimento, se tornando em um especialista.

É a união do seu repertório de conhecimento formal (específico) com suas inspirações, que permite você ter ideias diferentes para ser original. Isso é a diversidade de experiências, a fonte da imaginação imaginária. Já a imaginação imaginativa é como você usa essas experiências.

Modelo de repertório de conhecimento em T

Modelo de repertório de conhecimento em T
Modelo de repertório de conhecimento em T

Dependendo do seu trabalho, você precisa de mais conhecimentos generalistas ou específicos para direcionar corretamente seus esforços. O modelo mais conhecido é o do “T pingado”, que foca em trabalhos mais especialistas.

O eixo horizontal do T é o seu conhecimento generalista, ou seja, a experiência geral e amplitude de conhecimento, é onde você se inspira. Os pingos são assuntos, disciplinas do conhecimento generalista.

O eixo vertical é o seu conhecimento especializado, ou seja, uma expertise que você desenvolveu ao longo da vida.

O seu conhecimento generalista é importante para adicionar repertório em momentos que estamos divergindo ideias, enquanto o conhecimento específico é bom para convergir ideias e tomar decisões.

É como uma biblioteca mental, que você aciona os seus livros e os livros emprestados de outros. É usando ela que a criatividade é acionada para transformar seu pensamento imaginário em ação, algo concreto.

Esse modelo é ideal para trabalhos mais específicos

Modelo de repertório de conhecimento em Pente

Modelo de repertório de conhecimento em Pente
Modelo de repertório de conhecimento em Pente

Quem cria na área de administração dificilmente é um super especialista, como um professor, mas o empreendedor menos qualificado, mas que vive a realidade e testa novas coisas. Até na administração, os grandes teóricos analisaram negócios já existentes.

É aí que entra o repertório em pente, porque a maioria das pessoas tem trabalhos menos específicos, e inovam utilizando mais o conhecimento generalista do que o especialista.

Então o ser humano vai precisar trabalhar muito mais com conhecimentos generalistas. Por isso costumo dizer que o futuro é de profissionais multi generalistas especialistas que usam o modelo de repertório de conhecimento em pente.

Nele, ao invés do conhecimento específico ser apenas um, são dois, mas menos aprofundados. E o conhecimento generalista e suas diversas disciplinas, são os protagonistas.

No futuro, o maior trabalho humano será ser criativo, fazer novas associações de ideias de contextos diferentes para criar algo único. Mas já hoje, esse repertório é mais utilizado para a maioria dos trabalhos.

Quando nós temos acesso ao nosso intelecto, conhecimento, experiência, e nosso cérebro brilha com uma nova ideia, podemos resolver problemas impossíveis e criar uma nova realidade.

3. Induza a atenção descontraída e o estado de flow

Às vezes você está no banho, dirigindo, caminhando e tem um insight, não é? Sua mente está relaxada e desfocada, e mesmo assim a sua mente tem uma boa ideia.

Aquele clássico momento de “Eureka” quando você está divagando, o que é muito bom para sua criatividade em problemas intuitivos.

Pesquisas apontam que o cérebro faz conexões diferentes com a sua diversidade de experiências quando está relaxado, gerando boas soluções.

Esse estado é o que se chama de “atenção descontraída” ou atenção difusa. A partir de testes foi observado que esse estado não acrescenta nada para problemas analíticos, mas aumenta em até 20% as chances de um insight criativo em problemas intuitivos, e esses insights são até 28% mais criativos.

Isso acontece porque abrimos a mente para pensamentos aleatórios, não estruturados, que são ótimos para problemas intuitivos, mas não para analíticos.

Nesse estado mental, o problema ou dificuldade continua ocupando um espaço no seu cérebro, mas deixa de ser uma prioridade, então um insight pode aparecer no consciente. É daí que nasce a fase de incubação do processo criativo, que existe desde a década de 1920.

Por isso que, às vezes, temos boas ideias quando estamos tomando banho, caminhando ou dirigindo na estrada. Então, se você está atolado em um problema, pare e deixe a sua mente viajar. Há uma boa chance de ver uma solução surgindo de um insight.

Isso quer dizer que a atenção descontraída também pode ser induzida, e especialmente quando estamos sonolentos, pois o foco fica naturalmente descontraído e dá saltos cognitivos.

Estado de Flow

Mas não somente quando você está desfocado você pode ser criativo, você também é mais criativo quando sua mente está super focada, no estado de flow.

O interessante é que nesse estado, ela só será mais criativa se você estiver feliz.

Provavelmente você já vivenciou a sensação enquanto realiza alguma atividade de que sua mente é transportada para outra dimensão, a atenção e clareza é tão alta naquele momento, que parece que você não existe.

Você pode até nem sentir fome, é quase como se sua existência fosse temporariamente suspensa. Você sente que faz a vida valer a pena, e não importa a dificuldade, o que você faz é valioso por si só, então você é parte de algo maior, e está em êxtase. Esse momento é o estado de flow.

Ele parece surgir sozinho, como um processo automático e espontâneo, mas que só acontece quando você tem domínio do que está fazendo e tem uma recompensa instantânea. É interessante também traçar o paralelo de que você só consegue ser criativo de verdade naquilo que domina.

Criatividade e o flow andam lado a lado, um alimentando o outro, gerando uma sensação sucesso, como quando você ajuda outras pessoas e se sente realizado. Melhor ainda, também é possível induzir momentos de flow, mas não é fácil.

Existem 3 passos que você deve ter em mente para induzir esse estado:

  1. Você só entra no estado de flow fazendo algo que você gosta. Se você não gosta de seu trabalho, não vai conseguir entrar durante ele. Ou você passa a gostar do que faz, ou passa a fazer o que gosta.
  2. Você precisa receber feedback imediato para estar em flow, como uma recompensa. Por exemplo, pode ser uma aprovação interna sua da qualidade do seu trabalho, ou externa, vinda dos seus colegas.
  3. Utilize suas habilidades ao máximo! Ele acontece quando você se sente desafiado. É um estado de equilíbrio entre tamanho do desafio e suas habilidades.

Seguindo esses 3 passos, você pode induzir esse estado de atenção plena em muitas situações.


Mas é como uma balança, precisa estar em equilíbrio.

Se o desafio for grande demais, vai gerar ansiedade, o que é ruim e gera Burnout, mas também é uma oportunidade para você se especializar. Se for pequeno demais, gera apatia, e é uma oportunidade de procurar outros desafios.


Você precisa aproveitar essas lacunas em seu cérebro para hackear sua produtividade e criatividade, assim, você será muito mais capaz de ter ideias diferentes para gerar mais valor.

No fim, o maior segredo é viver uma vida leve, feliz, e com atitudes coerentes com seu propósito de vida. Aí a criatividade nas formas de, mais empatia, pessoas diferentes, descontrações, inspirações e o flow vão surgir naturalmente no seu dia-a-dia.

Os 5 hábitos essenciais para você ser mais criativo

Uma pesquisa guiada por Jeff Dyer, Hal Gregersen e Clayton M. Christensen realizou entrevistas com mais de 100 grandes inovadores (como Jeff Bezos, da Amazon) e questionários com mais de 5.000 executivos do mundo todo.

Foi concluído que existem 5 hábitos do verdadeiro criativo. Essa pesquisa foi até transformada no livro “O DNA do inovador”, o qual eu recomendo bastante.

Nessa pesquisa descobriram que 20% a 33% de nossa capacidade criativa é determinada geneticamente.

Ou seja, o restante de 67% a 80% de toda nossa capacidade criativa vem de como você a estimula.

E para aprender a ser criativo são indicados 3 passos:

  1. Avaliar quais as suas principais características.
  2. Identificar um desafio inovador que tenha impacto e relevância.
  3. Praticar suas características inovadoras.

Mas calma, todos os 5 hábitos não precisam ser desenvolvidos, apenas a sua principal habilidade.

Por exemplo, Steve Jobs era incrível em uma característica: Associação. E Jeff Bezos, da Amazon, é muito bom em Experimentação.

Mas afinal, como ser mais criativo me espelhando são essas características comportamentais?

1. Associação

É o comportamento mais importante de todos, pois todas as 4 outras características comportamentais dos criativos acionam a associação para surgir novas ideias.

É a capacidade de uma pessoa associar informações de forma lógica e coerente.

Conectar pontos. Podemos resumir essa habilidade simples assim, e conectando conhecimento de diversos campos aparentemente isolados, favorece a inovação.

Alguns pesquisadores chamam isso de Efeito Médici, uma família de banqueiros mecenas, que durante o Renascimento italiano reuniu muitos artistas de diversos campos e culturas.

O encontro deles, o choque de ideias, criou uma explosão de novas descobertas incríveis, marcando o Renascimento como uma das fases mais inovadoras da humanidade.

Um ótimo exemplo de conexão de conhecimentos aconteceu com Steve Jobs, onde ele utilizou conhecimentos da faculdade na Apple.

Em 1974, Steve Jobs desistiu de sua faculdade para não gastar o dinheiro de seus pais, porém ele continuou a frequentar as aulas de caligrafia por 18 meses e se apaixonou por isso.

Anos mais tarde, já na produção do Macintosh, Jobs utilizou de seus conhecimentos de caligrafia para criar o primeiro computador com fontes bonitas e espaçamentos proporcionais.

A associação de Jobs com seu curso de caligrafia em 74 para o lançamento do Macintosh em 84, 10 anos depois, e foi essencial para criar um produto diferenciado e aumentar o valor de seu produto.

Se Jobs não tivesse feito esse curso, seu Macintosh não seria tão revolucionário e suas vendas não teriam sido tão altas.

Como Jobs mesmo disse em seu discurso na Universidade de Stanford, em 2005:

“Se eu nunca tivesse deixado aquele curso na faculdade, o Mac nunca teria tido as múltiplas fontes ou espaçamentos proporcionais. E considerando que o Windows simplesmente copiou o Mac, é bem provável que nenhum computador as tivesse.”

– Steve Jobs

2. Questionamento

Criativos geralmente são pessoas muito abertas, questionam muito, querem estar por dentro de tudo. Não aceitam métodos fáceis e questionam a raiz das ideias.

“E se a gente fizesse de outro jeito?”

– Todo Criativo, sempre.

Essa é uma das frases favoritas dos criativos, e eles fazem tantas perguntas para entender como as coisas realmente funcionam, principalmente para saber o porquê de as coisas serem como são.

Muitas vezes perdemos esse aspecto de questionar as coisas quando envelhecemos, pois, de tanto levar porrada para fecharmos nossas mentes porque devemos “aceitar as coisas como elas são”, somos treinados a achar que questionamentos são ruins e desrespeitosos.

Uma boa dica para manter a cabeça aberta é perguntar como uma criança de 4 anos de idade, que está conhecendo o mundo e quer saber o propósito de tudo. Se você alinhar o seu propósito com o propósito descoberto, você começará a fazer as perguntas certas.

3. Observação

Essa habilidade se traduz em saber compreender e identificar oportunidades.

Pode acontecer observando uma frustração causada por um problema e buscar uma solução que gere uma oportunidade em um mercado.

Ou simplesmente observando algo já existente, que atende satisfatoriamente a demanda atual, e depois associa-lo com outra ideia e a partir disso criar um produto inovador e que satisfaça ainda mais o mercado.

Um bom exemplo é o Uber, que observou a frustração dos passageiros quanto ao atendimento que não era diferenciado e preços elevados em comparação a outros meios de transporte, e criou um serviço diferente que mudou o mercado.

4. Networking

Quando pensamos em networking, pensamos logo em redes para subir na carreira, mas esse que abordamos é diferente.

Esse é procurar e conviver com pessoas que desafiam nossas ideias, é assim que definimos a quarta habilidade.

Essa habilidade é bastante ligada ao comportamento da observação, pois a identificação de uma frustração muitas vezes vem de uma conversa.

O dono da Azul Linhas Aéreas Brasileiras, David Neeleman, estava tendo uma conversa uma conversa com um funcionário seu o qual demonstrava a sua frustração por segurar na mão bilhetes de embarque de papel que recebia dos passageiros.

Neeleman então inventou o e-ticket, bilhete eletrônico que reduziu custos operacionais e diminuiu a burocracia no embarque.

Essa conversa executada com seu funcionário o fez enxergar um ponto de vista oposto ao seu, e, a partir disso, criar algo que sanasse o problema de seu funcionário.

O que se provou extremamente positivo, pois foi uma boa mudança para o funcionário (menos papel), para o passageiro (mais facilidade), e para a companhia (menos custos). Uma relação ganha-ganha-ganha.

5. Experimentação

Uma das principais características dos criativos, é a capacidade de associar ideias aparentes e desconexas.

E para que isso seja colocado em prática, uma coisa precisa ser feita, a experimentação.

E existem três maneiras de experimentar:

  1. Tentar novas experiências;
  2. Desmontar produtos, processos, ideias;
  3. Testar ideias por meio de protótipos.

Tentar novas experiências

Tentar novas experiências é quando você busca enriquecer a sua diversidade de experiências, aumentar o seu conhecimento generalista para ter novos pontos de vistas sob o mesmo problema.

É esse tipo experiências que permite você fazer uma conexão com o seu trabalho atual com um brinquedo de 30 anos atrás e unir as duas ideias para criar uma mais valiosa.

Por exemplo, você sabe o que une aquele robozinho que limpa o chão sozinho com o SCRUM? Os dois tiveram a mesma inspiração.

Se você não conhece, o SCRUM é o método ágil mais usado no mundo hoje.

A inspiração deles foi outro robô, uma espécie de robô aranha, que tinha um “cérebro” em cada perna. O que se destacava nesse robô, era que ele aprendia a andar na base de tentativa e erro, e de forma muito acelerada.

Para um, serviu como referência para criar um robô que limpa a casa sem ficar travado em paredes, para outro, serviu como referência para criar um método de gestão mais descentralizado.

Ou seja, pessoas com educações diferentes, conhecimento específicos diferentes, criam coisas totalmente diferentes. Mesmo que compartilhem a mesma inspiração.

Os inovadores entendem que a diversidade de experiências permite que você pense de maneira divergente. Tentar experiências novas pode não fazer sentido do ponto de vista financeiro, mas pode fazer toda a diferença na busca por ideias disruptivas.

Isso porque eles acreditam que essas experiências vão se juntar mais na frente, e isso te dá confiança para ouvir seu coração e sair do usual. Por isso dê a cara e viva novas experiências. Quem sabe quando a inspiração vai bater na porta?

Desmontar conceitos

A segunda forma de criar o hábito de experimentar é desmontar produtos, processos e ideias.

Eu curto muito fazer isso aqui na CRIARH, porque quando desmontamos algo, entendemos suas características individuais que formam o todo. Isso é especialmente valioso para ter uma visão sistemática das coisas.

Geralmente esse instinto de desmontar algo é bem típico de engenheiros, que quando pequenos abrem carrinhos, desmontam eletrônicos, tudo com um objetivo só, entender como as coisas funcionam.

Isso porque durante o processo, eles fazem perguntas para entender como ela funciona, e isso dá origem a ideias que questionam o status quo e melhoram resultados.

Testar protótipos

A terceira maneira de vivenciar o hábito da experimentação é testando os protótipos que você cria.

Um protótipo é a tangibilização simplificada de uma ideia e suas funcionalidades. Pode ser um desenho, ou fazer como o Dropbox, serviço parecido com o Google Drive, que fez um vídeo.

Um protótipo de um curso online pode ser um lançamento, um formulário, um artigo.

São coisas bem acessíveis de se fazer com baixo orçamento, e que vão ajudar você a seguir o caminho da solução correta.

Aí você pode se perguntar: “Mas há uma diferença entre os vídeos que eu vejo nos lançamentos de produtos digitais que vejo por aí. Um faz na selfie, outro lê um roteiro, o outro não, outro faz com uma grande equipe. Como diferencio um protótipo de um produto final?”

Se a mudança é constante, é um protótipo. Se é algo já estabelecido, é um produto final.


Como você viu, a criatividade é um processo complexo e que envolve muitas ramificações. E é por isso que é importante saber como que ela funciona, assim você consegue aplica-la na sua vida.

Afinal, a criatividade tem o potencial de mudar e melhorar realidades!

Espero que esse artigo tenha lhe dado insights e muito conhecimento agregador no seu próprio potencial criativo

Não deixe de conferir nossos outros posts para obter mais conhecimento e dicas sobre como melhorar o seu eu profissional.

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Artigo por

Lucas Teles
Lucas é o Head de Inovação da CRIARH. Mas mais importante, ele é o maior apaixonado pela empresa.

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